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Basf prepara entrada no mercado de materiais para baterias

Andrew Noël

(Bloomberg) -- A Basf se prepara para pisar fundo, injetando dinheiro e experiência no desenvolvimento de materiais para baterias de veículos elétricos para alcançar rivais como a Sumitomo Metals & Mining, fornecedora da Tesla.

A fabricante de produtos químicos número 1 do mundo está ampliando os planos de expansão na Europa, que surge como próxima região de alto crescimento para baterias, disse Ken Lane, presidente global da divisão de catalisadores da Basf. As fabricantes de baterias que estão no mercado atualmente dependem de fornecedores asiáticos como a Sumitomo, que fornece níquel e lítio.

"Somos a maior fornecedora de produtos químicos para o setor automotivo e esta é a maior oportunidade que vemos nesse espaço hoje", disse Lane, em entrevista por telefone. "A Ásia tem sido o motor do crescimento por enquanto e continuará crescendo, mas a Europa também crescerá rapidamente na próxima década."

A empresa com sede em Ludwigshafen, na Alemanha, planeja construir uma fábrica de 400 milhões de euros (US$ 488 milhões) na Europa para produzir cátodos de uma série de elementos que determinam a força e a vida útil da bateria. O trabalho ainda não começou na planta, mas a Basf já prevê novos projetos.

O gasto faz parte de uma corrida às armas para ampliar a produção de cátodos para atender a demanda a um custo razoável. A britânica Johnson Matthey está investindo US$ 270 milhões e a belga Umicore, mais de US$ 350 milhões em sua operação sul-coreana na tentativa de se manter à frente da concorrência.

A Basf subiu 2,2 por cento, para 98,31 euros, às 10h24 na negociação em Frankfurt depois que a empresa antecipou a divulgação de seu balanço anual, na noite de quinta-feira. O lucro atingiu a maior alta em cinco anos, superando as estimativas dos analistas.

Mais ativos

A Basf "se posicionará com ativos" na Europa, disse Lane, que preferiu não informar mais detalhes. Além de ampliar a capacidade para lidar com a intensificação da produção de veículos elétricos, ter operações locais ajuda a atrair e reter os cientistas necessários, o que atualmente é "muito difícil", disse.

Fornecedores e fabricantes de automóveis estão aprimorando os planos para cumprir as rigorosas regras de emissões da Europa, que desencadearam investimentos recorde no desenvolvimento de linhas de modelos movidos a bateria. A mudança para os veículos elétricos tem sido uma curva de aprendizagem para as fabricantes de peças e também para as empresas automotivas, com dificuldades devido ao custo elevado das baterias e a produtos pouco atraentes que não despertaram muito interesse nos consumidores.

As vendas globais de veículos movidos a bateria -- tanto carros híbridos plug-in quanto totalmente elétricos -- deverão chegar a 8 milhões de unidades em 2025, contra cerca de 1 milhão em 2017, segundo o analista Adam Collins, da Liberum. A maioria das fabricantes de automóveis planeja lançar modelos elétricos a partir do ano que vem, mas as iniciativas do setor de células de bateria na Europa permaneceram fracas devido ao fracasso das tentativas anteriores.

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