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Petroleiras contratam mulheres. Desafio é mantê-las, diz CEO

Alex Nussbaum

19/01/2018 11h32

(Bloomberg) -- O setor de petróleo está se esforçando mais para contratar mulheres. O desafio é mantê-las, diz Ryan Lance, CEO da ConocoPhillips.

A Conoco, maior produtora de petróleo independente do mundo, registrou aumento da porcentagem de mulheres e minorias em sua geração mais nova de funcionários, disse Lance em entrevista da sede da empresa, em Houston, nos EUA, na quinta-feira.

O aumento da diversidade é prioridade na empresa, que tem 13 mil funcionários, disse Lance. As mulheres respondem por um quarto da equipe de liderança executiva, de oito membros, e ocupam quatro dos 10 assentos do conselho de diretores. A Conoco não registrou aumento nas denúncias de assédio sexual no ano passado, disse ele, mesmo quando casos famosos ganharam as manchetes.

Mesmo assim, há um trabalho a ser feito, especialmente no sentido de tornar mais fácil para as mulheres sustentar uma carreira no negócio, disse Lance.

"Este setor não tem ido bem no que diz respeito a atrair mulheres e depois mantê-las quando formam família", disse Lance. "O desafio para o nosso negócio, a nossa empresa e o nosso setor é a retenção ao longo de 20 a 30 anos."

Em 2016, 27% dos funcionários da Conoco eram mulheres, segundo dados compilados pela Bloomberg. Um relatório desse ano do Instituto Americano do Petróleo, a associação do setor, apontou que as mulheres representavam 17% em empresas de petróleo, de gás natural e petroquímicas.

Dezessete por cento dos líderes da Conoco e 28% de seus empregados profissionais eram mulheres em 2016, segundo o Relatório de Sustentabilidade da empresa. As minorias representavam 23% da força de trabalho.

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