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Google e Facebook miram Paris como centro para expansão de IA

Marie Mawad e Helene Fouquet

(Bloomberg) -- Paris está ganhando terreno como polo europeu de pesquisas em inteligência artificial. O Google, da Alphabet, e o Facebook se comprometeram a contratar pessoal e a investir em laboratórios após reunião de altos executivos das empresas com o presidente da França, Emmanuel Macron.

O Google anunciou que criará um laboratório de IA dedicado a pesquisas fundamentais sobre assuntos como aprendizado automático, linguagem e capacidade de visão dos computadores com o objetivo de aplicar as descobertas em campos como saúde e meio ambiente. O objetivo final é ampliar esse grupo para que tenha tamanho similar ao da equipe atual de 120 engenheiros do Google que realiza pesquisa aplicada em Paris, trabalhando com desenvolvimento para o Chrome e o YouTube, disse uma porta-voz da empresa.

O Facebook, que já mantém um laboratório de inteligência artificial em Paris, afirmou que duplicará a equipe na cidade para 100 pessoas até 2022 e investirá 10 milhões de euros (US$ 12,2 milhões) em itens como equipamentos de hardware. Ambos os anúncios fazem parte de uma série mais ampla de promessas dessas empresas para ampliar os orçamentos na França, sendo que Google e Facebook também prometeram, separadamente, capacitar os cidadãos em ferramentas digitais.

"A França tem todos os recursos para ter sucesso. Tem engenheiros de ponta, grandes empreendedores, um dos melhores sistemas educacionais do mundo, uma ótima infraestrutura e empresas multinacionais de sucesso", escreveu o CEO do Google, Sundar Pichai, em postagem de blog. Ele reafirmou o objetivo mais amplo, em termos de contratações, de alcançar a marca de 1.000 funcionários na sede do Google na capital francesa, contra 700 hoje.

Pichai e a diretora de operações do Facebook, Sheryl Sandberg, estavam entre os 140 executivos de vários setores convidados por Macron, na segunda feira. Em Versalhes, os líderes corporativos foram convidados para participar de apresentações de ministros, de reuniões privadas e de um jantar com o presidente -- um verdadeiro roadshow com investidores pensado para convencer os CEOs a investirem mais na França antes de se dirigirem a Davos, na Suíça, para o Fórum Econômico Mundial.

O CEO da SAP, Bill McDermott, também está na lista de convidados. A maior empresa de softwares da Europa afirmou que investirá 2 bilhões de euros em pesquisa e desenvolvimento ao longo de cinco anos na França, e que também apoiará e comprará startups.

A SAP também anunciou na segunda-feira a aquisição de uma empresa francesa chamada Recast.AI, especializada em inteligência artificial. A Recast.AI, que desenvolve robôs que conversam, os chatbots, fará parte dos esforços da SAP para adicionar reconhecimento de voz aos seus produtos.

A estratégia de Macron para atrair investidores e trazer mais recursos ao ecossistema francês vem de antes de seu mandato de presidente e o setor de tecnologia sempre ocupou posição central. Quando ainda era ministro da Economia, há dois anos, Macron usou a grandeza de Versalhes para tentar convencer empresas de capital de risco focadas em tecnologia como Andreessen Horowitz e Accel Partners de que a França era um bom lugar para o dinheiro delas.

--Com a colaboração de Stefan Nicola

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