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Incorporadora argentina busca parceiros estrangeiros

Carolina Millan

24/01/2018 13h09

(Bloomberg) -- A incorporadora imobiliária argentina TGLT está buscando empresas estrangeiras para parcerias com sua recém-adquirida empresa de construção em um momento em que o país abre projetos de infraestrutura para parcerias público-privadas.

A TGLT considera as licitações públicas como uma oportunidade para crescer depois de ter anunciado no dia 19 de janeiro que comprou 82 por cento da empresa de construção Caputo, por 2,1 bilhões de pesos (US$ 109 milhões), disse Federico Weil, presidente e CEO da TGLT, em entrevista. A empresa, que financiou parte da aquisição com a venda no ano passado do seu título conversível de US$ 150 milhões, planeja agora uma oferta subsequente de ações na Bolsa de Valores de Nova York para financiar projetos futuros. A empresa usará parte do dinheiro para comprar as ações restantes de acionistas minoritários da Caputo.

"Miramos uma integração vertical que permita margens melhores em uma situação em que possa haver um gargalo da construção, porque as hipotecas e obras públicas continuam crescendo", disse Weil, de Buenos Aires. "Queremos melhorar a nossa eficiência e consideramos que a construção é o elo fundamental dessa cadeia."

A decisão de participar mais no setor de construção surge em um momento em que o presidente Mauricio Macri está se preparando para licitar projetos no valor de cerca de US$ 26 bilhões, que abrangem do transporte rodoviário e ferroviário a projetos eficientes em termos energéticos. Com base na experiência da Caputo, a TGLT provavelmente seja mais apropriada para a construção de hospitais e prisões, disse Weil. A empresa também busca parcerias com empresas multinacionais nas licitações, particularmente nas áreas em que a Caputo tem menos experiência, como projetos rodoviários, acrescentou. A TGLT atualmente está em negociações com várias empresas.

A TGLT não determinou o tamanho da venda subsequente prevista nem os bancos a serem contratados, disse Weil, que acrescentou que a empresa está se preparando para cumprir os requisitos da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, na sigla em inglês). O tamanho deve ser "significativo", dada a natureza dos projetos imobiliários e de infraestrutura, que exigem muito capital.

Projetos residenciais e comerciais

A TGLT também pretende construir edifícios de escritórios de primeiro nível e depósitos para mercadorias de menor escala. Em outubro, a empresa comprou terrenos públicos na região de Catalinas, no centro de Buenos Aires, por US$ 40,5 milhões.

A TGLT não participará do leilão público de um terreno em Puerto Madero nesta semana, disse Weil. Em vez disso, a empresa vai se concentrar nas áreas de Catalinas e do Corredor Norte, que liga alguns dos bairros do norte da cidade com a grande Buenos Aires.

A empresa, que começou construindo empreendimentos residenciais, permanecerá no setor porque a demanda por habitação está aumentando, devido ao maior acesso ao crédito hipotecário graças às políticas de Macri.

"O que estamos vendo não é um boom, é o começo de uma normalização", disse Weil. "Enquanto a relação entre hipotecas e PIB continuar por volta de 1 por cento, não podemos chamar essa situação de boom, mas de um retorno a níveis aceitáveis. Este é o início do processo."

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