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Esportivos sobreviverão aos táxis-robôs, diz CEO da Porsche

Christoph Rauwald

(Bloomberg) -- A Porsche anunciou uma estratégia de três vertentes para a diversificação de sua linha de modelos em meio à preparação para o lançamento, no ano que vem, do primeiro modelo esportivo totalmente elétrico da marca, pensado para enfrentar a mudança drástica do setor em direção aos veículos movidos a bateria.

"Será uma tríade: híbridos plug-in, carros esportivos emocionantes com motores a combustão e veículos esportivos elétricos", disse o CEO Oliver Blume, na noite de quinta-feira, no museu da Porsche, em Stuttgart, Alemanha, para comemoração do 70º aniversário do primeiro carro esportivo da marca, o 356. O roadster foi fabricado em Gmuend, Áustria, e marcou o início da produção de veículos própria da Porsche, que antes fornecia engenharia a outras fabricantes.

"Sempre haverá demanda por mobilidade esportiva inteligente", disse Blume. "Na Porsche, a experiência de direção sempre estará na vanguarda, mas em um engarrafamento ou ao estacionar o motorista pode querer entregar o controle do veículo", disse.

A Porsche é a marca mais rentável da Volkswagen, a maior fabricante de automóveis do mundo, e busca proteger suas margens, as maiores do setor, mesmo com o aumento dos gastos para desenvolvimento de veículos elétricos e serviços digitais. Manter os resultados da Porsche é crucial para a Volkswagen porque a Audi, divisão que mais colabora com lucros em termos absolutos, tem perdido terreno para a Mercedes-Benz e a BMW em termos de vendas e continua sofrendo as consequências do escândalo das emissões dos carros a diesel do grupo.

Outro recorde

As vendas globais da Porsche bateram um novo recorde anual em 2017, com um aumento de quase 4 por cento da demanda, para 246.000 carros. O rápido crescimento do volume nos últimos anos tem sido impulsionado, em grande parte, pela adição do SUV compacto Macan à linha. Os ganhos podem diminuir em 2018, já que a Porsche afirmou que busca "estabilizar" as entregas e proteger a exclusividade da marca. Ainda assim, o lançamento de uma versão renovada do SUV Cayenne na China e nos EUA, os dois maiores mercados da Porsche, deverá respaldar a demanda neste ano.

As fortes vendas e os retornos saudáveis estão fortalecendo a capacidade financeira da Porsche para lançar o cupê totalmente elétrico Mission E em 2019 e, na sequência, adicionar mais veículos parcial ou totalmente elétricos em toda a linha. O retorno dos clientes tem sido encorajador até o momento, considerando que cerca de 60 por cento dos compradores do cupê quatro portas Panamera atualizado na Europa optaram pela versão híbrida. A tecnologia da próxima geração do emblemático esportivo Porsche 911 também permitirá a integração de uma bateria que poderia oferecer um impulso extra.

"Temos todo o necessário para os próximos 70 anos", disse Blume. Mas os riscos permanecem porque "o mundo está mudando rapidamente".

"O futuro da Porsche também depende do sucesso" do carro elétrico Mission E, disse.

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