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Goldman espera tom mais agressivo no próximo comunicado do Fed

Joanna Ossinger

(Bloomberg) -- Longe de ser um não evento, a próxima reunião do banco central dos EUA deve ser marcada por uma leve inclinação de linguagem para uma postura mais agressiva, segundo o Goldman Sachs Group. Também será o último encontro do Federal Reserve com Janet Yellen na presidência.

"Esperamos que o comitê de política monetária (FOMC) divulgue um comunicado após a reunião com tom geralmente otimista que inclua uma atualização do balanço de riscos e reformulação do palavreado para uma avaliação mais agressiva da inflação", escreveram economistas do Goldman, incluindo Jan Hatzius, em relatório no sábado. "Juntando tudo isso, acreditamos que o tom do comunicado será consistente com elevação na reunião de março, a não ser que ocorra enfraquecimento acentuado das condições econômicas."

A inflação permanece abaixo da meta, mas algumas métricas de variação de preços se firmaram recentemente e "achamos que muitos integrantes do comitê verão a retomada do núcleo da inflação nos últimos meses como evidência adicional de que o resultado abaixo do previsto no ano passado refletiu principalmente fatores temporários e idiossincráticos", segundo o relatório.

Os economistas também entendem que a qualificação dos riscos à perspectiva econômica será alterada de "praticamente equilibrados" para "equilibrados".

"A nosso ver, a expressão 'praticamente equilibrados' no comunicado de dezembro já estava um pouco passada, particularmente quando interpretada no contexto do comentário otimista sobre crescimento e avaliação de riscos na ata", afirmaram os economistas. "Declarações desde aquela reunião fortalecem a justificativa de uma atualização e, pelas nossas contas, pelo menos metade do comitê fez referências recentes a riscos de o crescimento superar expectativas."

No entanto, os economistas do banco acreditam que pelo menos uma parte do comunicado permanecerá inalterada: "Esperamos que fique a expressão de que eles estarão 'monitorando de perto' a inflação", afirmaram.

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