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Argentina sem dinheiro vivo? Em destinos da Patagônia, ainda não

Ken Parks

30/01/2018 13h54

(Bloomberg) -- O vice-presidente do banco central da Argentina, Demian Reidel, disse que o papel-moeda desaparecerá em breve. Isso está claro em Buenos Aires e em cidades remotas que estão adotando sistemas de pagamento.

Mas, em El Calafate e El Chaltén, mecas das trilhas e geleiras da Patagônia, o dinheiro vivo ainda manda, o que ressalta a obsessão da Argentina pelas cédulas.

Na semana passada, os poucos caixas eletrônicos de El Chaltén ficaram sem cédulas por quatro dias. Uma turista espanhola que só tinha um cartão de crédito usou a criatividade: se oferecia para pagar as compras de desconhecidos em troca dos pesos em espécie. Sem dinheiro é quase impossível pagar o acampamento, as bebidas e a refeição após um longo dia de caminhada perto do Monte Fitz Roy.

Na cidade de Calafate, de muito maior porte, há cerca de cinco agências bancárias e um escritório da Western Union. Mas é necessário muito papel-moeda para visitar a mundialmente famosa geleira Perito Moreno. O sistema do parque nacional do governo só aceita dinheiro como pagamento da taxa de entrada de 500 pesos (US$ 26) por pessoa.

Ainda falta muito para que o sonho de Reidel se torne realidade.

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