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Facebook afirma que continua forte após mudanças no feed

Sarah Frier

(Bloomberg) -- O Facebook está fazendo mudanças importantes para ajustar seu impacto na sociedade. Mas seus negócios continuam tão fortes como sempre.

Esta é a mensagem dos executivos depois que um ajuste no algoritmo do feed de notícias -- a maior fonte de lucros da empresa -- causou preocupação entre os investidores de que a atenção do usuário pudesse diminuir, limitando a demanda por publicidade. Sim, o tempo que passaram no Facebook no trimestre diminuiu 5 por cento, mas foi por causa do design do Facebook para promover uma experiência de maior qualidade, disseram os executivos. Sim, houve uma queda no número de usuários norte-americanos pela primeira vez na história, mas só porque o Facebook já é muito dominante na região.

A empresa reportou outro trimestre de receita recorde, impulsionada pela publicidade móvel, e disse que não considera o declínio do número de usuários norte-americanos como uma tendência. Os executivos também disseram que os anunciantes do Facebook responderam positivamente às mudanças até agora e projetaram um aumento na quantidade de impressões de anúncios neste ano na plataforma.

O ano do Facebook foi marcado por desafios que levaram o CEO Mark Zuckerberg a repensar o principal produto da empresa, o feed de notícias, para focar em uma interação social "significativa". Ele disse na quarta-feira que as mudanças no quarto trimestre diminuíram o número de vídeos virais no feed das pessoas e reduziram o tempo que os usuários passam na rede em cerca de 50 milhões de horas por dia.

"O motor mais importante dos nossos negócios nunca foi por si só o tempo que os usuários passam na rede, mas a qualidade das conversas e das conexões", disse Zuckerberg.

O Facebook reportou 1,4 bilhão de usuários ativos diários no quarto trimestre, um pouco menos do que a média de 1,41 bilhão estimada por três analistas consultados pela Bloomberg. Isso representou o crescimento mais lento do número de usuários já registrado. O número de usuários ativos diários nos EUA e no Canadá diminuiu de 185 milhões no terceiro trimestre para 184 milhões no período, informou a empresa.

A receita do quarto trimestre subiu para US$ 12,97 bilhões, superando a média de US$ 12,6 bilhões das estimativas dos analistas e demonstrando predomínio da publicidade móvel.

A empresa registrou lucro líquido de US$ 4,3 bilhões, ou US$ 1,44 por ação, no período. As recentes mudanças na legislação tributária dos EUA obrigaram o Facebook a reservar mais dinheiro para pagar impostos, reduzindo os ganhos em 77 centavos de dólar por ação, informou a companhia. Se não fosse por isso, o lucro teria sido de US$ 2,21 por ação. Os analistas esperavam um ganho US$ 1,95 por ação, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

O Facebook tornou-se mais autocrítico desde que revelou uma campanha empreendida pela Rússia para semear discórdia política em torno da eleição presidencial dos EUA em 2016, que chegou a cerca de 150 milhões de usuários dos EUA no Facebook e no Instagram. A empresa vem cooperando com o Congresso americano e tem perguntado publicamente se as redes sociais são boas para a democracia e para a saúde mental.

A operação da Rússia -- nos EUA e em outras eleições em todo o mundo -- foi facilitada pelos incentivos do Facebook que recompensam conteúdos que chamam a atenção. Zuckerberg está tentando ajustar o feed de notícias para dar ênfase a reportagens e a propagandas de fontes confiáveis, provedores locais e contas autênticas.

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