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A exemplo da gasolina, derivados da maconha impulsionam demanda

Aoyon Ashraf

06/02/2018 13h35

(Bloomberg) -- A maconha é uma commodity e os investidores deveriam pensar nela em termos de métricas baseadas em oferta e demanda, certo? Negativo, segundo Daniel Pearlstein, analista da Eight Capital, para quem os investidores deveriam pensar mais na erva como ingrediente ou pelo menos como "commodity diferenciada", a exemplo da gasolina encontrada na bomba de combustível.

"Em breve a maconha e os produtos derivados deixarão de ser praticamente definidos pela descrição literal do produto e passarão a ser descritos pela origem, pela qualidade e pelas experiências", diz Pearlstein, fazendo uma comparação com "alguém que dirige até a bomba do posto de combustível e tem quatro tipos de gasolina para escolher com diferentes graus de qualidade, pureza e refino, e podendo ter diferentes origens".

Os investidores não deveriam se preocupar com o excesso de oferta no mercado de maconha, pelo menos a curto prazo, afirma, prevendo uma vasta demanda pela variedade de produtos derivados da maconha em um ambiente legalmente regulado.

As ações das empresas do setor de maconha registraram uma alta salvadora na segunda-feira após uma queda brutal no início do ano. O BI Canada Cannabis Index caiu cerca de 34 por cento em relação à alta de 3 de janeiro, basicamente devido à preocupação com a avaliação e à "venda por pânico".

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