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EasyJet mira bandeirantes para ampliar equipe de pilotas

Benjamin Katz

01/03/2018 15h09

(Bloomberg) -- A EasyJet está recorrendo ao movimento bandeirante britânico para ampliar o recrutamento de pilotas destacando o apelo do ofício em idade precoce.

Uma pesquisa com as tripulações atuais da EasyJet mostrou que capitães e primeiros oficiais começam a sonhar com uma carreira na cabine do piloto em média aos cinco anos, enquanto nas pilotas a aspiração chega muito mais tarde, na maioria das vezes entre 11 e 15 anos, informou a empresa aérea britânica em comunicado, nesta quinta-feira.

A parceria com o chamado Girlguiding inclui o patrocínio de uma nova especialidade de aviação destinada a 200.000 garotas de 7 a 10 anos, o que, segundo a EasyJet, deverá ajudar a promover o apelo dos aviões em um grupo etário mais jovem. A especialidade incluirá experimentos aeronáuticos com diferentes materiais de construção, estruturas e técnicas de lançamento para ajudar a ensinar os princípios básicos.

A EasyJet estabeleceu para si a meta de aumentar a proporção de pilotas novatas para 20 por cento até 2020, contra 13 por cento no ano passado. A segunda maior empresa aérea de baixo custo da Europa já percorreu 140 escolas para ajudar a chamar a atenção para os voos. A empresa procura adotar uma abordagem mais proativa com as garotas depois que sua pesquisa apontou que a maioria das pilotas só avalia a possibilidade de seguir carreira após envolvimento prévio com um piloto na família ou durante uma viagem.

A EasyJet revelou em janeiro uma diferença salarial de gênero geral de mais de 50 por cento, afirmando que a disparidade decorre principalmente do domínio masculino entre os pilotos, normalmente a função mais bem paga em uma empresa aérea, com exceção de alguns cargos executivos.

Em todo o mundo, apenas 4 por cento dos pilotos são mulheres, segundo a Sociedade Internacional de Mulheres Pilotos. A proporção na EasyJet é de cerca de 6 por cento.

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