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Empresas buscam atrair talentos com berços de US$ 1.160

Rebecca Greenfield

  • Divulgação

(Bloomberg) -- Um empregador de primeira linha que se preze dá a seus funcionários uma licença longa quando eles têm filhos. Um empregador que esteja procurando se posicionar como pró-família dá um Snoo.

O Snoo é um berço cult e "inteligente", de US$ 1.160 (R$ 3.791), que promete aos pais uma quantidade maior do recurso mais valorizado por eles: horas de sono. E alguns empregadores -- entre eles a Hulu e a vendedora canadense de livros Indigo  Book s and  Music -- estão oferecendo um berço desses grátis ou com desconto para funcionários que vão ter filhos.

À medida que a Geração Y começa a ter filhos, os empregadores que competem pelos melhores talentos do grupo mais cobiçado do mercado de trabalho aprimoram seus benefícios para as famílias a fim de atraí-los, retê-los e agradá-los, desencadeando uma corrida armamentista de benefícios de nicho. Até agora, esses trabalhadores cobiçados esperavam ter vários meses de licença parental remunerada. Mas os empregadores que quiserem realmente se diferenciar terão que oferecer mais.

De volta ao útero

O Snoo é uma criação do Dr. Harvey Karp, pediatra e autor do best-seller sobre paternidade "O Bebê Mais Feliz", que diz que os bebês querem se sentir como se estivessem de novo no útero e afirma que qualquer bebê se acalma ao ser envolvido, embalado, balançado, ao sugar algo e ao ser deitado de barriga para baixo ou de lado.

O Snoo faz a maioria dessas coisas usando sensores para reagir aos sons e movimentos do bebê. Quando o bebê chora, o berço balança e emite sons suaves, ajustando o volume de acordo com o nível de desconforto do bebê, e os pais podem controlar isso com um aplicativo que os avisa se o bebê não parar de chorar. O dispositivo recebeu muitas opiniões elogiosas -- a FastCompany o descreveu como o "melhor berço que a maioria dos pais pode imaginar" -- mas ele é tão caro que fica fora do alcance do bolso da maioria dos pais. ("Será que os pais precisam gastar quase mil dólares em um produto que só vai ser usado até a criança fazer seis meses?", perguntou a Wirecutter em uma nota de opinião).

Para os empregadores, o Snoo oferece muitas promessas atraentes, entre elas possíveis benefícios de produtividade. O berço promete mais horas de sono para pais exaustos, que não vão precisar mais se levantar no meio da noite para cuidar de uma criança que está chorando. Se a promessa funcionar, os pais irão trabalhar mais descansados, e talvez sejam mais produtivos.

O Snoo ainda é um produto de nicho; Karp diz que sua empresa, a HappiestBaby, já vendeu mais de 10 mil unidades desde que o produto chegou ao mercado em outubro de 2016. (Cerca de 4 milhões de bebês nascem a cada ano nos EUA). Fazer parcerias com os empregadores poderia levá-lo a muito mais lares e Karp realmente acredita que o mercado corporativo acabará sendo a maior parte de seu negócio, porque o boca a boca faz os empregadores se decidirem. "É só ter dois ou três funcionários que fiquem fãs -- pessoas que digam: 'Esse berço é o máximo'."

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