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Trump quer tarifa alta para importação de aço e alumínio: Fontes

Jennifer Jacobs e Joe Deaux

01/03/2018 10h12

(Bloomberg) -- O presidente dos EUA, Donald Trump, deve anunciar tarifas altas às importações de aço e alumínio nesta quinta-feira, disseram pessoas familiarizadas com o assunto. Esta seria uma de suas ações mais duras até o momento para implementar uma agenda comercial hawkish que corre o risco de irritar tanto amigos quanto inimigos.

Trump disse aos assessores que quer anunciar tarifas de 25 por cento para o aço e de 10 por cento para o alumínio de qualquer procedência, de acordo com duas pessoas que pediram anonimato porque as deliberações não são públicas. Uma das pessoas disse que os detalhes da decisão ainda podem mudar e que é possível que uma isenção seja concedida a alguns países.

Trump vem avaliando uma série de opções para reduzir as importações de aço e alumínio depois que o Departamento de Comércio concluiu que as remessas desses dois metais prejudicam a segurança nacional dos EUA. O presidente disse a confidentes que se inclinava a uma tarifa de 24 por cento sobre o aço, a mais dura das alternativas oferecidas pelo Departamento de Comércio.

A medida dos EUA pode desencadear retaliações da China, maior produtor de aço e alumínio do mundo, em um momento que o principal assessor econômico do presidente Xi Jinping, Liu He, foi enviado aos EUA na tentativa de apaziguar as tensões. A China já iniciou uma avaliação sobre as importações de sorgo dos EUA e estuda a possibilidade de restringir as remessas de soja dos EUA - alvos que podem prejudicar o apoio a Trump em alguns estados agrícolas importantes no âmbito político.

As ações de companhias siderúrgicas asiáticas caíram. Nippon Steel e Sumitomo Metal e JFE Holdings recuaram em Tóquio, assim como Baoshan Iron & Steel em Xangai, Hesteel em Shenzhen e BlueScope Steel em Sidney.

"As medidas comerciais relativas a setores ou países específicos normalmente não têm um grande impacto no comércio global", disse Chua Hak Bin, economista sênior da Maybank Kim Eng Research em Cingapura. "O perigo é que os países afetados, como a China, a Coreia e o México neste caso, optem por retaliar com contramedidas ainda mais fortes, mas achamos que qualquer retaliação provavelmente será calibrada e medida, pois nenhum país quer que isso se transforme em uma grande guerra comercial."

Embora a China represente apenas uma fração das importações desses metais nos EUA, o país foi acusado de inundar o mercado global e derrubar os preços.

"Os EUA abusaram dos remédios comerciais, e isso afetará o emprego nos EUA e os interesses dos consumidores dos EUA", disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hua Chunying. "A China tomará medidas adequadas para proteger seus direitos e interesses."

O secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, pressionou o presidente a tomar medidas específicas em relação ao aço, advertindo que medidas abrangentes poderiam prejudicar as relações dos EUA com seus aliados. Autoridades europeias argumentaram que não faz sentido penalizar os membros da aliança de defesa da OTAN em nome da segurança.

--Com a colaboração de Andrew Mayeda Randall Woods Yinan Zhao Miao Han Martin Ritchie Enda Curran Doug Krizner Juliette Saly e Peter Martin

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