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Trump abala comércio com tarifa do aço, diz associação europeia

Jonathan Stearns

(Bloomberg) -- O plano do presidente Donald Trump de limitar as importações de aço dos EUA por motivos de segurança nacional ameaça os fundamentos da Organização Mundial do Comércio (OMC), alertou uma associação europeia do setor.

"Essa questão toda pode implodir a OMC", disse Axel Eggert, diretor-geral da Associação Europeia do Aço, em entrevista, na sexta-feira, em Bruxelas. "Não é pela segurança nacional. O objetivo é apoiar uma indústria dos EUA que é inviável."

A promessa do presidente dos EUA de impor uma tarifa de 25 por cento ao aço estrangeiro pode desencadear retaliações em todo o mundo e uma enxurrada de queixas à OMC, que tem sede em Genebra e nunca se pronunciou em disputas envolvendo restrições comerciais justificadas por segurança nacional.

Outros três casos desse tipo tramitam no sistema de solução de controvérsias da OMC. Envolvem Rússia e Ucrânia, que combate rebeldes apoiados por Moscou na região leste do país, e Catar e Emirados Árabes Unidos. Os Emirados Árabes Unidos cortaram os laços econômicos com o Catar após o país vizinho ser acusado de apoiar grupos terroristas.

Segundo Eggert, os preços do aço nos EUA, em média US$ 80 por tonelada superiores aos do restante do mundo, evidenciam a ineficiência da indústria americana. Ele exortou Trump a repensar o plano tarifário e a trabalhar com a UE para reduzir o excesso de capacidade siderúrgica da China, a maior produtora do metal.

"Esta é a verdadeira origem do problema", disse Eggert. "Precisamos abordar isso junto com os EUA."

--Com a colaboração de Mark Barton

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