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Meta da Xiaomi nos EUA não é apenas vender smartphones: Gadfly

Tim Culpan

(Bloomberg) -- A Xiaomi espera vender smartphones nos EUA até o fim deste ano ou o começo do próximo, disse o fundador e presidente do conselho Lei Jun a jornalistas nos bastidores do Congresso Nacional do Povo da China, segundo o Wall Street Journal.

Embora ofuscados pela Ásia, um mercado de maior porte, o setor de telefonia celular dos EUA é rentável e os consumidores gastam o dobro por aparelho.

Mas o plano da Xiaomi engloba tanto negociar ações de seu próximo IPO quanto vender aparelhos para os americanos.

A avaliação estimada de US$ 100 bilhões da startup chinesa a deixaria bastante sobrevalorizada. Isso não quer dizer que os bancos não tentarão ajudá-la a atingir somas altas ou que os investidores chineses não pagarão valores elevados na compra de algumas ações. No entanto, para chegar lá, a diretoria da Xiaomi, os especialistas financeiros e as equipes de marketing precisam manter o ritmo.

A novidade de 2017 foi a reviravolta da empresa, após uma crise em 2015 e uma recuperação em 2016, que manteve o ritmo no ano passado. A Índia foi o principal motor e podemos esperar mais barulho nos próximos 12 meses. Mas a Xiaomi precisa de outro lançador de foguetes se quiser chegar à Lua como todos esperam. Por isso gerou-se uma especulação a respeito da chegada nos EUA, onde o crescimento no último trimestre foi muito mais rápido do que o da Ásia, medido em receita.

E reparem no cronograma: fim deste ano ou começo do próximo. Ou seja, ocorreria após o IPO da Xiaomi, o que ofereceria um ótimo argumento para os bancos, mas sem exigir que a empresa demonstre nenhum sucesso real.

Portanto, talvez a Xiaomi realmente planeje começar a enviar telefones para os EUA. Mas na verdade não é bem isso o que a empresa está vendendo.

Esta coluna não reflete necessariamente a opinião da Bloomberg LP e de seus proprietários.

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