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Argentina quer revogar proibição à mineração a céu aberto

James Attwood e Jonathan Gilbert

(Bloomberg) -- O governo federal da Argentina negocia com prefeitos de Chubut a revogação da proibição à mineração a céu aberto na província e tem esperanças de definir um mecanismo a respeito ainda neste ano.

A proposta, que precisaria de aprovação do governador de Chubut, autorizaria a empresa Pan American Silver a iniciar o desenvolvimento de um dos maiores depósitos de prata do mundo e permitiria também a mineração de urânio, informou o secretário de Mineração, Daniel Meilán, em entrevista, na terça-feira.

O governador por enquanto mantém uma postura passiva e permite que os prefeitos discutam a proposta, que também inclui o uso de cianeto no processamento de minerais. O grupo de prefeitos considera que a mineração é uma forma de gerar empregos e de interromper o êxodo de habitantes, disse Meilán, de Toronto, onde participa de uma conferência do setor. Na Argentina, os minerais são de propriedade das autoridades das províncias, não das federais.

"Não há cronograma, mas acreditamos que o assunto deve ser definido a curto prazo", disse Meilán. "Se não neste ano, no início do ano que vem."

As negociações em Chubut fazem parte dos esforços do presidente Mauricio Macri para convencer as províncias a colocarem em vigor regras mais favoráveis aos investidores. Macri cancelou controles de capitais e cambiais e também impostos à exportação de minerais desde que assumiu, no fim de 2015, para atrair investimentos de volta. Os esforços compensaram no caso do lítio, considerando que as empresas correram para as salinas do país em meio à crescente demanda por baterias recarregáveis.

Em Toronto, Meilán negocia com uma empresa interessada em construir uma usina de processamento de ouro e prata na Argentina, o que pode exigir um investimento de cerca de US$ 100 milhões, disse.

Além disso, o secretário trabalha com as autoridades ambientais da Argentina para definir melhor as normas que regem a compatibilidade da mineração em regiões com geleiras andinas. Essas mudanças, que ele espera ver implantadas neste ano, poderiam desbloquear US$ 10 bilhões em projetos e abrir novas áreas à exploração, disse Meilán.

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