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BMW estuda oferecer carona compartilhada com motos em cidades

Elisabeth Behrmann

07/03/2018 11h17

(Bloomberg) -- A BMW gostaria de começar a oferecer o assento traseiro de motos e scooters para transporte em cidades congestionadas -- se a questão dos capacetes puder ser resolvida.

"Esta é definitivamente uma opção, mas ainda não encontramos a solução para o segundo capacete", disse Peter Schwarzenbauer, que dirige as marcas Mini, Rolls-Royce e de motos da BMW, em entrevista no Salão Internacional do Automóvel de Genebra. "Tem o problema do tamanho e também o da reutilização de capacetes no verão -- não é o ideal."

A BMW já oferece carona compartilhada com a marca DriveNow, por meio da qual os clientes podem alugar veículos como o Mini Countryman por minuto. Como primeiro passo para levar as motos a um público maior, a fabricante de automóveis com sede em Munique iniciará um piloto em maio, permitindo o aluguel de bicicletas de concessionárias por meio de um aplicativo por períodos de dias, com início na Alemanha, na França e na Áustria. A possível ampliação dos serviços faz parte do plano de triplicar a base de clientes da BMW para 100 milhões de usuários até 2025.

Para atender a crescente demanda por veículos ágeis de duas rodas para contornarcongestionamentos nas cidades, a BMW avalia uma segunda scooter elétrica, disse Schwarzenbauer. O novo modelo seria menor do que o da atual maxi-scooter C evolution, que tem autonomia de direção de cerca de 160 quilômetros, disse, preferindo não dar mais detalhes.

Mobilidade em duas rodas

"Além da carona compartilhada, em muitas cidades veremos mais mobilidade em duas rodas", disse.

Os mercados mais fortes até o momento para uso de motos para carona compartilhada estão no Sudeste Asiático. A Honda Motor investiu na Grab, com sede em Cingapura, em 2016, e fechou parceria com a empresa que ofereceu serviços de reserva de motos na Indonésia, na Tailândia e no Vietnã. A PT Go-Jek Indonesia foi pioneira do modelo de negócio e poderia se tornar a primeira startup do país avaliada em US$ 1 bilhão a realizar uma oferta pública inicial.

Schwarzenbauer, da BMW, preferiu não comentar se a empresa planeja combinar o DriveNow com o serviço Car2Go, da Daimler. As duas fabricantes de automóveis têm negociado a união de suas respectivas unidades de carona compartilhada para ganhar escala, segundo pessoas a par do assunto. Nas últimas semanas, as duas empresas compraram suas respectivas parceiras, dando novos passos rumo a uma possível combinação.

"O tamanho é o fator decisivo para esse tipo de serviço", disse. "Atualmente temos uma taxa de uso de cerca de 15 por cento. A partir de uma taxa de 30 por cento começa a ficar realmente interessante."

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