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Boa fase de bônus brasileiros pode estar próxima do fim

Aline Oyamada

07/03/2018 09h23

(Bloomberg) -- Muitos investidores acreditam que a melhor fase dos títulos de dívida brasileiros pode estar no passado e talvez seja hora de buscar por melhores preços em outro lugar.

A Schroders está vendendo títulos soberanos, enquanto a Solitaire Aquila reduziu participações em títulos de dívida corporativos da Vale e do BNDES. A AllianceBernstein LP está mudando entre ativos de renda fixa para ações com a ideia de que estes podem ter maior potencial agora.

As movimentações ocorrem após um índice de bônus brasileiro dar retorno de 33% nos último dois anos com investidores apostando na recuperação da economia e na ideia de que o governo iria reforçar sua posição fiscal.

Enquanto Temer percorreu um longo caminho para restaurar a confiança dos investidores, seu momentum parece estar enfraquecendo antes das eleições e investidores querem uma nova razão para serem otimistas.

Juros no Brasil ainda são atrativos, mas, sem um catalisador positivo, o desempenho irá continuar em linha com outras nações em desenvolvimento, diz Jim Barrineau, co-chefe para dívidas de mercados emergentes da Schroders.

Barrineau acredita que alguns títulos de dívida de empresas ainda são atraentes, particularmente os da Petrobras, já que a empresa está em desalavancagem.

Patrik Kauffman, que ajuda a gerenciar US$ 11 bilhões em ativos na Solitaire Aquila em Zurich, diz que está gradualmente reduzindo sua grande exposição a ativos brasileiros vendendo os que estão caros, como da Vale, do BNDES e do Governo.

Kauffman ainda mantém os da Petrobras, afirmando que ainda são atrativos em relação aos pares YPF SA e Petroleos Mexicanos.

Morgan Harting, gerente de portfólio da AllianceBernstein, diz que a perspectiva de menores juros no Brasil está reduzindo a atratividade dos ativos de renda fixa, mas faz com que as ações sejam ainda mais atrativas com a economia avançando e as taxas de empréstimos diminuindo.

Juros mais baixos reduzem o retorno dos títulos no futuro, mas também diminuem os gastos com pagamentos de juros das empresas, diz.

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