ipca
-0,21 Nov.2018
selic
6,5 31.Out.2018
Topo

Novo CEO da Lego vai combinar blocos de montar com apps

Christian Wienberg

07/03/2018 14h28

(Bloomberg) -- O homem que está administrando a Lego quer unir os blocos icônicos da fabricante de brinquedos com aparelhos digitais para reverter uma queda nas vendas.

"Nós vemos isso como uma maneira de manter o interesse das crianças por mais tempo, e para ampliar o interesse para outras faixas etárias", disse o CEO Niels B. Christiansen em entrevista. "Estamos fazendo muito nesta área e queremos fazer mais."

Christiansen, que se tornou CEO em outubro, está tentando manter a relevância da Lego para uma geração de crianças cuja obsessão com as telas diminuiu o interesse por brinquedos físicos. Até agora a Lego obteve resultados díspares com suas incursões digitais. O filme "Uma Aventura Lego", de 2014, e alguns dos videogames da empresa tiveram sucesso, mas sua grande aposta de 2010 em um jogo de computador on-line para vários jogadores, o "Lego Universe", foi um fracasso.

Christiansen diz que o bloco de montar básico continuará sendo o foco à medida que a Lego projetar novos produtos. Ele colocou como exemplo o "Lego Boost" (que permite que as crianças criem seus próprios brinquedos e depois os programem para que se movam usando um aplicativo de smartphone) como um exemplo do tipo de coisa que ele quer ver mais.

"Precisamos concentrar a Lego nas coisas certas", disse ele. "Precisamos ter produtos fortes e inovadores."

Christiansen assumiu o comando em um momento em que a maior fabricante de brinquedos da Europa chegou ao fim de uma década de alta de receitas e lucros. De 2010 a 2015 as vendas mais do que dobraram e o então CEO Jorgen Vig Knudstorp entregou lucros recorde aos proprietários, a bilionária família Kirk Kristiansen.

Mas o crescimento ocorreu a um ritmo que a empresa dinamarquesa classificou de "sobrenatural" e a organização se tornou grande demais. Em 2017 as vendas e os lucros caíram quando a Lego teve que reduzir estoques baseados em projeções excessivamente otimistas. A companhia eliminou 1.400 postos, cerca de 8 por cento de sua força de trabalho.

Christiansen diz que a reestruturação já acabou e espera que as vendas voltem a crescer novamente no ano que vem.

"Atualmente estamos nos concentrando em algumas prioridades e usando nossa nova estrutura organizacional para tomar decisões mais próximas dos consumidores e do mercado", disse o CEO. "É óbvio que ganharemos a longo prazo sendo mais criativos."

Mais Economia