ipca
-0,09 Ago.2018
selic
6,5 19.Set.2018
Topo

Candidatos de esquerda ameaçam petróleo latino-americano: Verisk

Aline Oyamada

08/03/2018 14h57

(Bloomberg) -- Os candidatos de esquerda nas eleições presidências da América Latina poderiam reverter regulamentações favoráveis, o que desestimularia o investimento estrangeiro e representaria um risco para as produtoras de petróleo e gás da região, de acordo com a Verisk Maplecroft, empresa de projeções com sede no Reino Unido.

"Os candidatos estão prontos para tirar proveito da frustração popular", escreveu a analista RoseAnne Franco em um relatório. "Alguns estão fazendo campanha para abandonar reformas recentes favoráveis ao mercado."

Brasil

Uma vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - se os tribunais autorizarem que ele dispute a eleição - ou da ambientalista Marina Silva aumentaria o nível de risco para as empresas de petróleo e gás. O histórico de Lula sinaliza que sua política de energia pode atrasar propostas e retardar o processo de regulamentação. A agenda de proteção ambiental de Marina e seu foco na energia renovável também podem representar um risco.

"Mas nós não acreditamos que nenhum deles tenha o apoio do Congresso necessário para desfazer as reformas de Temer", escreveu Franco.

México

Favorito nas pesquisas, Andrés Manuel López Obrador, conhecido como AMLO, não poderá reverter facilmente a liberalização recente do setor de petróleo e gás. No entanto, ele poderia conseguir pausar o licenciamento. Ele se comprometeu a analisar os contratos existentes de exploração e produção em busca de qualquer sinal de corrupção, o que poderia atrasar a emissão de licenças.

Colômbia

A produção de petróleo e os novos investimentos continuarão caindo se o próximo governo não fornecer mais segurança jurídica em relação às licenças. A maioria dos candidatos rompeu os vínculos com os partidos políticos tradicionais, cuja reputação foi manchada por acusações de corrupção. Um possível resultado da eleição pode ser o aumento da polarização política.
Venezuela

Projeta-se que a produção de petróleo diminuirá 6 por cento neste ano, e o governo precisa de uma séria reestruturação da dívida para reiniciar qualquer novo investimento importante. A Verisk Maplecroft não espera que o regime atual caia, mas afirma que qualquer turbulência social poderia obrigar os militares a assumir um governo provisório.

Mais Economia