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Dow, Shell e Sabic competem por fábrica na Argentina, afirma YPF

Jack Kaskey

08/03/2018 11h49

(Bloomberg) -- A DowDuPont disputará contra empresas como Saudi Basic Industries e Royal Dutch Shell o direito de construir novas fábricas de plástico em um complexo na Argentina, segundo a produtora estatal de petróleo e gás YPF.

Será escolhida uma empresa para converter líquidos de gás natural em etileno e depois em plásticos de polietileno em Bahía Blanca, na região sudoeste da província de Buenos Aires, disse Marcos Browne, vice-presidente executivo da YPF, na quarta-feira, em entrevista. A expansão praticamente dobraria a produção no local, atualmente dominado pela Dow, uma unidade da DowDuPont.

A nova produção no complexo começaria em 2022 ou 2023, disse Browne. Atualmente, a Dow opera duas fábricas de etileno e quatro de polietileno em Bahía Blanca, segundo seu website.

"Estamos trabalhando em um projeto bastante grande para usar etano e propano no complexo petroquímico de Bahía Blanca", disse Browne, nos bastidores da conferência de energia CERAWeek by IHS Markit, em Houston. "Pode ser a Dow ou outra empresa."

Tarifas ao aço

O plano de expansão coincide com a iniciativa da Argentina de acelerar a produção de petróleo e gás de seus depósitos de xisto de Vaca Muerta, no sul do país. A Dow, que será separada e se tornará uma empresa independente no ano que vem, avalia Argentina, Canadá e EUA para seu próximo grande investimento. As tarifas propostas ao aço prejudicam o argumento para a construção de plantas nos EUA, disse o diretor de operações da Dow, Jim Fitterling, na terça-feira, em entrevista.

Embora o etano seja mais caro na Argentina que nos EUA, as fabricantes de produtos químicos obtêm preços mais elevados por seus produtos na Argentina e são protegidos da concorrência estrangeira por uma tarifa de importação de 14 por cento, disse Browne. A nova produção de plásticos atenderia à Argentina e aos países próximos, disse.

"Temos total certeza de que algo vai acontecer", disse Browne.

A YPF também negocia com a Braskem, entre outras, a produção de polipropileno em Bahía Blanca, disse.

O complexo abriga também uma joint venture para fertilizantes da YPF com a canadense Nutrien.

--Com a colaboração de Jonathan Gilbert

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