ipca
-0,09 Ago.2018
selic
6,5 1.Ago.2018
Topo

Iberdrola inicia plano de eletrificação do Oriente Médio

Anna Hirtenstein

08/03/2018 09h39

(Bloomberg) -- A Iberdrola está expandindo seu negócio de energia limpa no Oriente Médio com um centro de pesquisa e desenvolvimento de 10 milhões de euros (US$ 12,4 milhões) no Catar.

A empresa de serviços públicos espanhola busca pioneirismo em uma região que está investindo mais em energia eólica e solar, segundo Agustín Delgado, diretor de inovação e sustentabilidade. A empresa se concentrará em tecnologias que integram energias renováveis à rede, na digitalização das redes e no aumento da eficiência energética.

"O Oriente Médio é uma região com muitas oportunidades no setor de energia, mas não apenas em petróleo e gás", disse Delgado. "Queremos eletrificar a economia, do aquecimento e da refrigeração aos veículos elétricos."

Apesar de os países do Golfo Pérsico serem notórios exportadores de energia, o crescente consumo interno de energia ganha cada vez mais importância como fator econômico. Até recentemente, as abundantes reservas de hidrocarbonetos e os subsídios locais desencorajavam as empresas de serviços públicos a adaptarem tecnologias mais eficientes. A Arábia Saudita ainda queima cerca de 1 milhão de barris de petróleo por dia para fornecer energia e água potável.

A dependência do combustível fóssil para eletricidade está sendo desafiada por ambiciosos programas de energias renováveis. A Arábia Saudita promete US$ 50 bilhões para os próximos nove anos para tentar conservar uma parcela maior de seus combustíveis fósseis para a venda. Outros países da região, como Emirados Árabes Unidos e Jordânia, estão construindo projetos de energia limpa com escala para serviços públicos.

A adição de grandes quantidades de energias renováveis intermitentes, como energia solar e eólica, pode gerar instabilidade na rede, criando a necessidade de tecnologias como armazenamento de energia e soluções digitais. A Iberdrola instalou 13 milhões de medidores inteligentes em todo o mundo até o momento e busca aplicar essa experiência ao Oriente Médio, segundo Delgado.

"No Qatar existem enormes oportunidades de melhorar a forma de consumir energia e reduzir as contas de luz", disse. "Acreditamos que podemos reduzi-las em 30 por cento, o que totalizaria US$ 2 bilhões por ano."

Mais Economia