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Investir em mulheres ajudará traders a dormir melhor à noite

Eric Lam

(Bloomberg) -- Investir em empresas que têm mais mulheres em cargos de liderança pode ajudar a diminuir a volatilidade de sua carteira, de acordo com o Bank of America.

As empresas com maior diversidade de gênero entre os gerentes observaram consistentemente variações mais baixas do preço das ações e menor volatilidade dos resultados, informou o banco em um relatório publicado no dia 7 de março. Elas também ofereceram maiores retornos sobre o patrimônio, segundo o relatório.

Analisando o período de 2010 a 2016, estrategistas, incluindo Savita Subramanian, concluíram que as empresas do S&P 500 em que mulheres representam pelo menos 25 por cento dos executivos apresentaram uma média de retornos sobre o patrimônio maior no ano seguinte. Isso sugere que a diversidade de gênero pode gerar retornos, disseram eles.

Os resultados foram particularmente fortes para empresas de tecnologia, de acordo com a nota.

"Apesar de não termos encontrado tendências melhores de desempenho de preços para empresas com altas pontuações de desempenho ambiental, social e de governança [ESG, na sigla em inglês] em indicadores de diversidade de gênero, esses indicadores foram sinais efetivos do preço futuro e do risco dos resultados, bem como um sinal de retornos futuros sobre o patrimônio", escreveram os analistas. "Além disso, as empresas com pontuações altas nesses indicadores geralmente foram reclassificadas nos últimos anos."

O estudo também analisou a participação feminina nos conselhos corporativos, que vem "melhorando constantemente" durante a última década, mas "ainda tem um longo caminho pela frente". Em apenas 11 por cento do S&P 500, um terço ou mais das cadeiras do conselho são ocupadas por mulheres, segundo o relatório.

Ter um conselho diversificado é um aspecto importante da governança corporativa e ajuda as empresas a se representarem e a se relacionarem melhor com seus clientes, escreveram os estrategistas. Um conselho diversificado pode apresentar opiniões e ideias mais diversas e ajudar mais a empresa a competir e se adaptar às mudanças no setor, escreveram os analistas.

Isso poderia ter feito uma grande diferença em setores como o varejo, voltado principalmente para mulheres jovens, onde apenas 30 por cento dos membros do conselho eram mulheres, de acordo com Lorraine Hutchinson, analista de consumo. Alguns varejistas não tinham nenhuma mulher no conselho, e a idade média geral dos membros do conselho era de 62 anos, concluiu ela.

"Uma diversidade maior nos conselhos poderia ter evitado alguns dos desafios do setor, caso novas perspectivas sobre a mudança das preferências no varejo tivessem obrigado os conselhos a dar prioridade ao consumo pela internet em vez de expandir lojas", afirma o relatório.

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