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Homens fogem de tarefas domésticas até em países com igualdade

Frances Schwartzkopff

(Bloomberg) -- A região nórdica tem os países mais progressistas do mundo quando o assunto é igualdade de gênero, com mais mulheres empregadas, com alta escolaridade e envolvidas politicamente do que qualquer outro lugar.

Mas não quando se trata de tarefas domésticas.

Uma pesquisa encomendada pela Associação Dinamarquesa de Empregadores do Setor Financeiro descobriu que as mulheres rotineiramente passam muito mais tempo por semana do que seus parceiros do sexo masculino em tarefas como lavar roupa, passar o aspirador de pó e passar pano no chão, fazer supermercado e preparar o jantar. De fato, um terço das mulheres entrevistadas estima que gastam 20 horas ou mais por semana que seus parceiros em tarefas domésticas.

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Julie Galbo, diretora de risco do Nordea Bank, diz que 20 horas parece ser um número correto, com base em sua experiência. Mas há alguns sinais de melhoria. Ela diz que as mulheres mais jovens parecem ter encontrado uma maneira mais justa de equilibrar as responsabilidades domésticas, pelo menos enquanto não têm filhos.

No Nordea, o maior banco nórdico, a gerência faz o que pode para ajudar as mulheres que se dirigem a cargos seniores a "entender que podem ter uma carreira" mesmo tendo filhos, disse Galbo.

Para suprir as necessidades, as mulheres muitas vezes acabam compensando as tarefas domésticas extras reduzindo as horas de trabalho remunerado. Quase um quarto das mulheres do setor financeiro trabalham meio período, em comparação com apenas 8% dos homens, de acordo com a associação com sede em Copenhague.

Essa divisão do trabalho significa que menos mulheres conseguem cumprir a carga horária necessária para chegar a cargos de administração, disse Mariane Dissing, CEO da associação, em um comunicado.

As cotas não ajudarão, diz ela. "A menos que os políticos queiram decidir quem vai lavar a louça."

Galbo, do Nordea, diz que as cotas são uma "ferramenta muito complexa", mesmo porque as mulheres não querem sentir que foram contratadas só por causa de um sistema obrigatório. Políticas governamentais que apoiam medidas como a licença parental ou a prestação de serviços de creche são mais úteis, disse ela.

"Esse tipo de ajuda faz uma grande diferença se ambos os pais quiserem ter uma carreira", disse ela.

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