ipca
-0,21 Nov.2018
selic
6,5 31.Out.2018
Topo

Toys 'R' Us se prepara para encerrar operações nos EUA: Fontes

Lauren Coleman-Lochner, Matthew Townsend e Eliza Ronalds-Hannon

09/03/2018 12h21

(Bloomberg) -- A Toys "R" Us está fazendo preparativos para liquidar suas operações falidas nos EUA, porque até o momento não conseguiu encontrar um comprador nem chegar a um acordo de reestruturação da dívida com credores, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto.

Embora a situação ainda não esteja definida, o fechamento da divisão dos EUA tornou-se cada vez mais provável nos últimos dias, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque a informação é privada. Estão desaparecendo as esperanças de que um comprador surgirá para manter uma parte do negócio em operação ou de que os credores concordarão com os termos de uma reestruturação da dívida, disseram as pessoas.

A divisão dos EUA da rede de brinquedos apresentou pedido de concordata em setembro, planejando voltar à tona com um modelo de negócios mais enxuto e uma dívida mais gerenciável. Um novo empréstimo de US$ 3,1 bilhões foi obtido para manter as lojas abertas durante a iniciativa de recuperação, mas os resultados pioraram mais que o esperado durante o período de fim de ano, levantando dúvidas em relação à viabilidade da rede.

A situação também piorou para muitas das divisões estrangeiras da varejista, que não faziam parte da concordata. A unidade britânica da Toys "R" Us colocou-se nas mãos de um administrador judicial depois que negociações sobre a venda do negócio fracassaram. O braço europeu está buscando ofertas de aquisição. E negociações estão sendo realizadas para vender a crescente unidade asiática, o braço mais rentável da empresa. Ainda não se sabe o que vai acontecer com a unidade canadense, que pediu concordata ao mesmo tempo que a divisão dos EUA.

Um representante da Toys "R" Us, com sede em Wayne, Nova Jersey, não quis comentar.

A queda de Toys "R" Us remonta a uma aquisição alavancada de US$ 7,5 bilhões em 2005, quando Bain Capital, KKR & Co. e Vornado Realty Trust encheram a empresa de dívidas. Durante anos, a varejista conseguiu refinanciar sua dívida e adiar a conta. Mas o surgimento de concorrentes on-line, como a Amazon.com, abalou os resultados. Os enormes pagamentos de juros da empresa também sugaram recursos que poderiam ter sido dedicados à tecnologia e a melhorar as operações.

Problemas com fornecedores

Diante da preocupação generalizada com o varejo tradicional, a empresa acabou sendo levada a contratar assessores de reestruturação da dívida no ano passado. A piora da situação, além de notícias de que a companhia considerava a concordata, assustou os fornecedores - cerca de 40 por cento deles interromperam as remessas, o que obrigou a empresa a buscar proteção judicial. Por causa desse rápido declínio, a varejista entrou em concordata sem um plano de reestruturação de dívida, e encontrar uma saída se tornou ainda mais difícil.

A liquidação será um duro golpe para a indústria de brinquedos, porque a rede representa cerca de 15 por cento da receita de brinquedos nos EUA. Além disso, a varejista estava disposta a arriscar com novos produtos e pequenas empresas. Concorrentes maiores, como Walmart e Target, normalmente têm uma abordagem mais cautelosa.

A empresa começou o ano com mais de 800 lojas nos EUA - sob as marcas Toys "R" Us e Babies "R" Us. Em janeiro, anunciou o fechamento de 180 lojas.

--Com a colaboração de Steven Church e Laura J. Keller

Mais Economia