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Com aceno a Drake, WeWork mira mais 20 unidades em Toronto

Natalie Wong

12/03/2018 10h15

(Bloomberg) -- Adicione a gigante do ramo de espaços de trabalho cooperativos WeWork à lista crescente de empresas que buscam lucrar com a expansão do mercado de escritórios de Toronto, no Canadá.

A empresa com sede em Nova York tem a meta de ocupar pelo menos 20 endereços diferentes em Toronto até 2020, contra três atualmente, disse Dave McLaughlin, gerente-geral da WeWork para a região nordeste dos EUA, em entrevista por telefone na semana passada. A WeWork abriu as primeiras unidades na cidade no ano passado e ambas registraram 98 por cento de ocupação no primeiro mês. Um terceiro local foi anunciado em janeiro.

"Em resumo, não vemos limites para a demanda", disse McLaughlin. "Fixamos metas elevadas para a cidade e a consideramos um ecossistema incrível para os negócios."

Apoiada pela SoftBank Group, a WeWork é uma das empresas de tecnologia privadas mais ricas do mundo, com cerca de US$ 4,75 bilhões em financiamento. A empresa tem lucrado com a mudança global rumo aos escritórios compartilhados em meio ao volume maior de trabalhos por contrato e freelance, crescendo para cerca de 230 unidades em todo o mundo em oito anos. No Canadá, a startup alugou sete edifícios em Vancouver, Montreal e Toronto, onde as taxas de vacância de escritórios estão entre as mais baixas da América do Norte.

Cerveja, arte

Os atrativos da WeWork incluem desde cerveja artesanal até aplicativos que conectam os inquilinos, a quem a empresa chama de membros. Entre as peças de artes expostas na primeira unidade de trabalho colaborativo de Toronto há uma imagem em néon de mãos em sinal de oração inspirada no rapper Drake, com o número seis ao lado. A peça sinaliza a entrada para o sexto andar -- e é um aceno ao código de área 416 de Toronto ao qual o cantor, um dos maiores entusiastas da cidade, muitas vezes faz referência.

Estes atrativos podem ser considerados regalias capazes de atrair millennials descolados, mas não há apenas empreendedores entre os membros da WeWork. Há também grandes empresas, como Royal Bank of Canada, Shopify e Equifax, que podem buscar espaços temporários ou uma extensão.

"Em parte, o que vendemos e o que tanto inspira as pessoas é a sensação de gostar de vir ao trabalho", disse McLaughlin. "É difícil conseguir, mas é real e também essencial para o que fazemos e para as pessoas amarem o que fazemos."

A WeWork cobra em média 1.000 dólares canadenses (US$ 777) por mês por escritórios de um assento em Toronto, contra US$ 700 a US$ 1.000 em Manhattan, e as mesas de trabalho podem chegar a 450 a 700 dólares canadenses em Toronto.

A WeWork planeja abrir mais duas unidades em Toronto em 2018 e anunciou recentemente que com a unidade da 1 University Ave, no centro da cidade, agora conta com cerca de 3.200 mesas na cidade.

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