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Goldman usa dados para melhorar diversidade do banco

Jordyn Holman

12/03/2018 11h58

(Bloomberg) -- Durante a década em que Edith Cooper, uma das mulheres negras mais poderosas de Wall Street, liderou o setor de recursos humanos do Goldman Sachs, o banco se concentrou mais no uso de dados para ajudar a ampliar a diversidade.

"Para nós, um verdadeiro divisor de águas foi parar, dar um passo para trás e dizer: 'o que temos feito e como mediremos os impactos?'", disse Cooper, que integrava o departamento de recursos humanos do Goldman Sachs e a equipe de gestão do banco, em um painel na quinta-feira. "Começamos a entender de fato que realmente precisávamos estudar o assunto por dentro e analisar os dados."

O Goldman Sachs, assim como outras instituições de serviços financeiros, tem afirmado publicamente que sua prioridade é contar com uma força de trabalho diversificada. A falta de diversidade no banco mostra o desafio enfrentado pelas empresas para contratar e reter uma base de funcionários mais semelhante à população dos EUA.

As mulheres representavam 38 por cento da força de trabalho do Goldman Sachs nos EUA em 2016, segundo dados do banco, mais do que os 36 por cento de 2011. Os grandes bancos do país nunca tiveram uma mulher como CEO.

A proporção de negros entre os funcionários da unidade americana do banco aumentou levemente, de 5 por cento em 2011 para 5,3 por cento em 2016. A porcentagem de empregados hispânicos aumentou de 5 por cento em 2011 para 7,4 por cento em 2016, segundo o Goldman Sachs.

O Goldman Sachs coloca ênfase em dados que mostram como os gerentes e líderes brancos afetam as experiências dos funcionários que pertencem a minorias, disse Cooper, na Black Enterprise Women of Power Summit. Os millennials também estão ajudando a direção do banco a efetuar mudanças "apontando a nossa responsabilidade", disse.

Cooper deixou a chefia de recursos humanos do banco no fim do ano e entrou no conselho da Slack Technologies no mês passado.

"Temos também que ser realmente honestos conosco em relação aos aspectos culturais que dificultam as coisas para nós e facilitam para os demais", disse Cooper a uma plateia composta em sua maioria por afro-americanos. "É assim que realmente podemos fazer a diferença e conseguir avanços."

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