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Milhões de sucessos musicais estarão à venda. Sony os comprará?

Lucas Shaw, Nabila Ahmed e Yuji Nakamura

(Bloomberg) -- A Sony participou de negociações preliminares para adquirir uma participação majoritária na EMI Music Publishing, de acordo com pessoas com conhecimento do assunto. Sua proprietária, com sede em Abu Dhabi, pretende ganhar dinheiro com o crescente mercado de streaming de música.

A Mubadala Investment começou a entrar em contato com possíveis candidatos para o catálogo de mais de 2,1 milhões de músicas, que inclui sucessos de Beyoncé e Carole King, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque as informações são privadas. O fundo soberano de investimento de Abu Dhabi conversou com a Sony e abordou outros possíveis compradores, inclusive grupos de entretenimento e potenciais investidores do setor financeiro, disseram as pessoas.

A aquisição do extenso catálogo da EMI solidificaria a posição da Sony como a maior editora fonográfica em um momento em que proliferam serviços de streaming pagos e as avaliações dos direitos autorais de música disparam. A empresa com sede em Tóquio já possui quase 40 por cento da EMI e administra a unidade.

A Mubadala demonstrou a intenção de vender sua participação majoritária, disseram as pessoas, e pretende exercer uma opção que obrigaria a Sony a adquirir sua participação ou a desencadear uma venda de toda a empresa. Embora esse processo não possa começar formalmente antes do fim de junho, as pessoas disseram que a Mubadala já está entrando em contato com partes interessadas para avaliar os preços.

A Mubadala está buscando uma avaliação de pelo menos US$ 4 bilhões para a EMI, segundo as pessoas, quase o dobro do que o grupo liderado pela Sony, que também inclui o bilionário David Geffen, pagou pela unidade há seis anos. Uma venda seria a maior transação da indústria da música desde a última vez que a EMI mudou de dono.

Concorrentes à espreita

Se as partes não conseguirem chegar a um acordo a Sony corre o risco de perder o catálogo para um dos seus maiores concorrentes. O bilionário Len Blavatnik, proprietário da Warner Music Group, manifestou interesse na EMI, disseram duas das pessoas.

Sony e Mubadala preferiram não comentar as negociações.

O novo CEO da Sony, Kenichiro Yoshida, disse que gosta de negócios com receita recorrente. A edição fonográfica há muito oferece aos proprietários uma fonte constante de dinheiro, em contraste com o negócio da gravação musical, que é mais cíclico porque depende de sucessos e das vendas de varejo e normalmente cresce ou cai dependendo do sucesso dos novos lançamentos de um trimestre determinado.

A empresa tinha quase US$ 12 bilhões em caixa e equivalentes em seu balanço em dezembro e no mês passado elevou sua previsão de lucro para o ano fiscal que termina em março.

O crescimento dos serviços de streaming pagos do Spotify e da Apple impulsionou as vendas da indústria musical por três anos consecutivos e levou os investidores a esbanjarem em catálogos. Os selos discográficos possuem as gravações das músicas e as editoras fonográficas são proprietárias das músicas como foram compostas originalmente.

--Com a colaboração de Dinesh Nair e Mahmoud Habboush

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