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Alibaba apoia eSports na Olimpíada, mas não jogos violentos

Lulu Yilun Chen

13/03/2018 11h13

(Bloomberg) -- A Alibaba está satisfeita por ajudar a promover a inclusão de jogos de videogame competitivos nos Jogos Olímpicos, desde que não sejam títulos violentos ou sangrentos.

A maior empresa de comércio eletrônico da China, que opera uma divisão de eSports e é patrocinadora dos Jogos Olímpicos até 2028, está trabalhando para que jogos de futebol e corridas de carros, entre outros, sejam incluídos como esporte oficial da competição, disse o CEO da AliSports, Zhang Dazhong.

A jogada poderia deixar alguns dos maiores títulos do mundo de fora da Olimpíada, como League of Legends e PlayerUnknown's Battlegrounds, ambos distribuídos pela concorrente da Alibaba, a Tencent Holdings, na China. Os eSports estão se transformando em um grande negócio, atraindo espectadores para enormes arenas nas quais competidores lutam entre si por prêmios e glória. O setor deverá atingir uma receita anual de US$ 5 bilhões até 2020 com vendas de ingressos, publicidade, direitos de transmissão e merchandising, segundo a empresa de pesquisa Activate.

"Em nossa comunicação com o comitê olímpico entendemos melhor seus valores, que residem em promover a paz", disse Zhang em entrevista por telefone. "É por isso que, para o desenvolvimento futuro dos eSports, nos concentramos mais em títulos relacionados aos esportes e não em jogos focados em violência e matança."

A Alibaba, que investiu 300 milhões de yuans (US$ 47 milhões) em eSports no ano até março, organiza o World Electronic Sports Games nesta semana, evento que receberá o integrante do Comitê Olímpico Internacional como observador. A gigante do comércio eletrônico se uniu ao Conselho Olímpico da Ásia para adicionar os eSports aos Jogos Asiáticos de Artes Marciais e Recinto Coberto de 2017, em Asgabate, no Turquemenistão, e aos Jogos Asiáticos de 2018, em Jacarta, na Indonésia.

As produtoras de jogos terão que estar dispostas a compartilhar sua propriedade intelectual gratuitamente nos eventos e os títulos precisarão ter uma grande base de fãs, segundo Zhang. Devido às mudanças velozes naturais dos jogos on-line, o melhor seria avaliar que títulos incluir e ajustar as regras anualmente, e não a cada quatro anos, disse.

"Acreditamos que, como organizadores de eSports de terceiros, somos uma combinação melhor para o princípio promovido pela Olimpíada, que é o da igualdade", disse Zhang, acrescentando que a Alibaba ampliará o investimento em sua unidade de eSports neste ano, sem informar o valor específico. "Quem desenvolve jogos é suspeito de promover apenas seus jogos, para benefício próprio."

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