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Como a tiara se tornou a joia do momento

Mark Ellwood

(Bloomberg) -- Durante décadas, a tiara foi, na melhor das hipóteses, uma peça retrô de fantasias. No entanto, este acessório clássico vem aparecendo nas passarelas de nomes como Saint Laurent e Miu Miu, assim como em programas de televisão viciantes, como "Game of Thrones", "Victoria" e "The Crown". Até mesmo a Mulher-Maravilha usa um uniforme com uma tiara que serve como arma.

A joalheria britânica Garrard & Co. também observou esse ressurgimento. Durante muito tempo sinônimo de realeza, a grife detentora de um selo real é a joalheria oficial da Coroa Britânica há quase 200 anos e foi a essa empresa que o príncipe Charles encarregou a tarefa de criar o anel de noivado da falecida princesa Diana. De acordo com Claire Scott, chefe de design da Garrard, de fala mansa, a empresa registrou um aumento nas encomendas privadas de tiaras neste ano.

"Quando comecei nesse ofício, faziam-se tiaras. Com certeza, faziam-se algumas, mas não tantas quanto agora", disse Scott. Ela está sentada em um sofá na loja completamente bege e elegante que fica na Bond Street de Londres; o atelier fica no andar de cima. Ela estima que sua equipe trabalhará em 20 tiaras personalizadas neste ano, o que, neste âmbito tão exclusivo, equivale a um enorme aumento. Sob a direção de Scott, a Garrard lançou também uma grande coleção de tiaras prontas para usar.

Parte do motivo, diz Scott, é que as tiaras sempre são favorecedoras. Essas pequenas coroas tendem a alongar o pescoço e a endireitar as costas - o próprio peso faz com que até mesmo pessoas com má postura se ergam. "A tiara transmite uma sensação diferente, uma postura diferente", diz ela. "As pessoas gostam disso, elas se surpreendem."

Outro benefício é que, na cultura das selfies, qualquer joia usada no rosto ou ao redor dele é atraente: quem precisa de um filtro nas fotos quando está com uma tiara na cabeça? Elas também são joias com um status escancarado. Historicamente, ostentar uma tiara era um sinal implícito de riqueza, e essa associação com riqueza e poder persiste.

O que distingue a tiara de um mero enfeite é sua estrutura, que circunda a cabeça e fica escondida por fitas e pelo próprio cabelo. Essa estrutura é puramente funcional e possibilita que tiaras pesadas se encaixem confortavelmente na cabeça. Antigamente, diz Scott, as tiaras eram conversíveis. As criadas podiam retirar cuidadosamente as gemas da estrutura para que a mesma peça pudesse ser usada como um colar. Algumas das tiaras encomendadas recentemente à Garrard oferecem essa função.

Hoje em dia, estas pequenas coroas são feitas sob medida para jovens glamourosas. E nada estimulou tanto o ressurgimento da tiara quanto o efeito princesa - com Elsa, de "Frozen", Kate Middleton ou Meghan Markle, que se casará em breve. Após a morte da princesa Diana, em 1997, houve uma escassez de membros da realeza britânica que poderiam usar tiaras, por idade ou inclinação. Mas isso mudou nos últimos cinco anos: em breve, duas princesas casadas poderão revirar o baú real.

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