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Passageiras acusam Uber de tentar 'abafar' casos de abuso sexual

Peter Blumberg

16/03/2018 12h28

(Bloomberg) -- As mulheres que processam a Uber Technologies sob a acusação de que a empresa não conseguiu proteger milhares de passageiros da má conduta sexual de motoristas estão lutando contra a tentativa da gigante do ramo de transporte privado de obrigá-las a resolver a questão com arbitragem.

As mulheres alegaram na quinta-feira (15) que, em vez de responder em processos judiciais públicos às acusações de que coloca o lucro acima da segurança, a Uber tenta se esconder em "silenciosas salas de arbitragem".

"A arbitragem forçada impede os sobreviventes da violência sexual, como Jane Doe, de discutir seus casos publicamente, apresentando suas reivindicações a um júri formado por pares e, consequentemente, expondo a evidência de que a Uber quer desesperadamente manter o sigilo", de acordo com uma versão revisada de uma ação de classe aberta no tribunal federal de São Francisco em novembro.

A ação original foi apresentada em nome de duas mulheres não identificadas que afirmam terem sido atacadas por seus motoristas. A queixa com uma emenda acrescenta mais sete mulheres.

Uber diz que mulheres concordaram com arbitragem

A Uber argumenta que as mulheres concordaram com a arbitragem ao assinar o termo de adesão quando se cadastraram no aplicativo. A empresa contesta a alegação de que o processo de arbitragem silenciaria as mulheres.

"As acusações apresentadas neste caso são importantes para nós e nós as levamos muito a sério", disse um porta-voz da Uber em comunicado. "A arbitragem é o ambiente apropriado para este caso porque permite que as querelantes falem publicamente o que quiserem e ao mesmo tempo mantenham o controle sobre sua privacidade individual."

Jeanne Christensen, advogada das mulheres do escritório de advocacia Wigdor de Nova York, respondeu que suas clientes "já controlam sua privacidade e querem manter o processo no tribunal federal em São Francisco".

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