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Banqueiros argentinos lançam Columbus Zuma e buscam aquisições

Carolina Millan

(Bloomberg) -- Banqueiros argentinos estão combinando duas firmas de investimentos para tentar tirar proveito do crescimento do mercado local.

As firmas de investimento locais Columbus Merchant Banking e Zuma Advisors estão se combinando para formar o Columbus Zuma Investment Bank, com sede em Buenos Aires, um grupo focado em mercados de capitais, trading e gerenciamento de riquezas. Entre os sócios da nova firma há um grupo de ex-executivos bancários do Citibank na Argentina e na América Latina e traders de instituições como o Lehman Brothers.

"Os mercados de capitais da Argentina vinham em um processo de destruição até 2015; agora estão revertendo o processo", disse Raul Lynch, um dos sócios, com passagens por Lehman Brothers e Barclays, em entrevista por telefone. "Neste momento estamos vendo o mercado local crescer e os órgãos reguladores lançarem regras bastante favoráveis."

A empresa também estuda oportunidades de comprar corretoras argentinas, estimando que a consolidação reduzirá pela metade o número de empresas do setor nos próximos anos. Os executivos preferiram não informar mais detalhes.

A empresa procura se diferenciar dos grandes bancos que também disputam negócios avaliando aqueles que não estão no "segmento maior e mais exclusivo", disse Lynch. A firma forneceu recentemente avaliações ao Mercado de Valores de Buenos Aires e ao Banco de Valores como parte da desmutualização da Bolsas y Mercados Argentinos (BYMA). E também avaliou a Telecom Argentina.

O Columbus Zuma também é encorajado pela perspectiva de uma lei de financiamento à produção, o que, entre outras mudanças, impedirá os órgãos reguladores de valores mobiliários de assumirem o controle de empresas com base em uma queixa de um acionista minoritário sem uma ordem judicial.

"A criação de leis que promovem a ordem no mercado é bem vista pelos investidores estrangeiros e ajudará a trazer investimentos há muito desejados", disse Alejandro de Nevares, sócio da empresa. "Será o pilar de uma arquitetura de mercado séria."

Os sócios disseram que atualmente recomendam instrumentos em pesos para os próximos 90 a 120 dias, com foco em notas do Banco Central conhecidas como Lebacs ou em outros ativos em pesos, além de títulos soberanos em dólares com vencimento em 2022 e 2024, acompanhando a volatilidade do mercado.

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