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Goldman quer 50% da força de trabalho composta por mulheres

Jordyn Holman e Dakin Campbell

(Bloomberg) -- O Goldman Sachs anunciou o objetivo de que as mulheres constituam a metade da força de trabalho do banco no futuro, começando por uma divisão equilibrada em sua classe de universitários até 2021.

O banco informou que já paga o mesmo a mulheres e homens que ocupam cargos comparáveis e têm desempenho similar, segundo comunicado enviado pelo CEO Lloyd Blankfein e pelo presidente David Solomon. O banco não estabeleceu um cronograma para a paridade de gênero em sua força de trabalho global.

A falta de diversidade de gênero nos cargos mais elevados de Wall Street virou polêmica em um momento em que muitas empresas estão estabelecendo planos de sucessão e em que os bancos estão sendo pressionados por políticos e acionistas a detalharem as divergências salariais. Nunca houve uma executiva no comando de um grande banco de Wall Street e o tratamento dispensado às mulheres em diferentes setores está sob a mira em meio ao movimento #MeToo.

"O verdadeiro problema da nossa empresa e de muitas corporações é a sub-representação de mulheres e de profissionais diversos tanto em magnitude quanto em nível de senioridade", escreveram Blankfein e Solomon no comunicado. "Também precisamos nos encarregar de oferecer mais oportunidades para que mulheres e profissionais diversos cheguem aos níveis mais altos de nossa empresa."

As mulheres representavam 38 por cento dos funcionários americanos do banco em 2016, segundo dados da instituição. Solomon virou o favorito a suceder Blankfein nesta semana, destacando-se em meio a um grupo pequeno e 100 por cento masculino. O executivo de 56 anos apresentou ideias sobre diversidade ao conselho em junho.

--Com a colaboração de Max Abelson

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