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Airbus estuda A330Neo para cargas de olho na Amazon: Fontes

Julie Johnsson e Benjamin D. Katz

20/03/2018 14h42

(Bloomberg) -- A Airbus estuda fabricar uma versão de carga do A330neo, avião de fuselagem larga que enfrenta lentidão nas vendas, estimulada por solicitações das possíveis clientes Amazon.com e United Parcel Service, segundo pessoas a par do assunto.

O interesse da Amazon e da UPS poderia reanimar a concorrência entre a Airbus e a Boeing em um momento de recuperação do mercado global de cargas aéreas após uma década de queda. A produção do popular cargueiro Boeing 767 foi restringida porque a fabricante americana está focando em uma variação de avião-tanque militar atrasada em mais de um ano, disseram as pessoas.

Se a Airbus avançar com o plano, o modelo de carga pode ajudar a ampliar as vendas do A330neo, uma versão com novo motor do menor avião de fuselagem larga da fabricante europeia, que enfrenta dificuldades no mercado. A aeronave recebeu 214 encomendas e perdeu uma venda, neste mês, porque a Hawaiian Airlines decidiu optar pelo Boeing 787 Dreamliner.

A Airbus, que tem sede em Toulouse, na França, preferiu não comentar o assunto, mesma postura adotada pela Amazon. A UPS, que tem sede em Atlanta, nos EUA, estuda rotineiramente opções para aquisição de aviões novos e usados, disse o porta-voz Glenn Zaccara, por e-mail, acrescentando: "Qualquer coisa que você possa ter ouvido é especulação."

A Airbus estuda formas de aumentar as vendas do A330neo, entre as quais um projeto para ampliar seu peso máximo de decolagem. A Amazon, que tem sede em Seattle, nos EUA, e a UPS estão pedindo que a Airbus avalie a possibilidade de esticar a fuselagem da variação A330-900 para que seja capaz de transportar mais carga em rotas mais curtas, segundo as pessoas, que pediram para não serem identificadas porque as discussões são privadas.

Problema de inclinação

Uma versão de carga seria um avanço natural para um avião que usa a mesma fuselagem do antecessor, o A330ceo. Já existe uma versão de carga do modelo anterior, embora esta tenha recebido apenas 42 encomendas em mais de uma década, com 38 entregas. Um dos problemas é que o trem de pouso dianteiro do cargueiro A330 precisa estar estendido para superar uma inclinação para a frente da versão para passageiros, o que complica o acondicionamento da carga.

A Boeing, em contrapartida, registrou 196 encomendas pelo cargueiro 767-300, quase cinco vezes mais do que o Airbus A330-200F, e tem 61 aviões não entregues.

Uma versão de carga do A330neo, oferecendo queima de combustível reduzida com a atualização dos motores, pelo menos proporcionaria à Airbus um produto que poderia se beneficiar com a aposentadoria do 767.

A Amazon planeja uma frota inicial de 40 aviões de carga 767 para o serviço Prime Air e discutiu encomendas de aviões com a Boeing anteriormente. O hub aéreo de US$ 1,5 bilhão que a empresa planeja construir perto de Cincinnati, nos EUA, sugere que a empresa futuramente terá uma operação muito maior.

--Com a colaboração de Spencer Soper e Michael Sasso

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