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UBS amplia foco no negócio de total-return swap no Brasil

Cristiane Lucchesi e Felipe Marques

22/03/2018 07h00

(Bloomberg) -- O UBS, primeiro colocado no trading de ações em volume desde 2014 no Brasil, tem por meta conquistar uma fatia do mercado longamente dominado pelo Morgan Stanley: o de total-return swaps.

O banco suíço está adicionando o Brasil à sua plataforma global SwapsDirect para ampliar a integração global e automação, disse Daniel Mendonça de Barros, chefe da corretora do banco para América Latina, em entrevista em São Paulo. O UBS transferiu José Pedro Hipolito de São Paulo para Nova York como parte desse esforço.

"Mesmo sem ter o mesmo tamanho de balanço dos nossos concorrentes, podemos ampliar nossa receita do negócio de total-return swaps a partir de 2019, com a meta de figurarmos entre os dois ou três primeiros do ranking", disse Mendonça de Barros. Segundo ele, o UBS ocupa hoje entre a quarta e a quinta posição.

Os total-return swaps dão aos investidores internacionais o mesmo ganho que eles podem obter ao deter uma ação ou investir em um índice local sem ter de abrir uma conta no Brasil ou lidar com os órgãos reguladores brasileiros. Os derivativos são especialmente atrativos para um fundo de hedge que participa em vários mercados diferentes porque o banco pode oferecer acesso a múltiplas regiões consolidando as posições líquidas desses fundos e, dessa forma, reduzindo a exigência de garantias.

O Morgan Stanley, terceiro maior banco em trading de ações no Brasil, com 11% do volume negociado no ano passado, é de longe o primeiro no segmento de total-return swap, seguido pelo BofA, segundo dados compilados pelos bancos. A compra da Link Investimentos pelo UBS em 2013 levou o banco à posição de liderança na negociação de ações no país, com mais de 13% do volume negociado no ano passado.

O trading total de ações teve aumento de 16% em 2017, para R$ 2,15 trilhões, segundo dados da bolsa brasileira B3.

O UBS está contratando outro executivo em São Paulo para substituir Hipolito, de acordo com Mendonça de Barros. "A fatia de total-return swaps no mercado de ações no Brasil cresceu no ano passado e temos apetite maior para o negócio", disse ele.

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