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Mercado de swaps sugere inflação ainda menor na zona do euro

Todd White

(Bloomberg) -- Os reajustes de preços ficarão ainda mais lentos na zona do euro, atrapalhando os planos do Banco Central Europeu para restringir o estímulo monetário.

É esta a percepção criada por indicadores do mercado de títulos, que sugerem que a trajetória de inflação na região de 19 países vai se desacelerar não só no próximo ano como também na próxima década.

Há anos, os índices de preços ao consumidor ficam abaixo da meta do BCE. A variação da inflação nos 12 meses até fevereiro foi de apenas 1,1 por cento. Os investidores focados em hedge continuam pessimistas, de acordo com as expectativas de inflação implícitas em contratos de swap.

Essa projeção de inflação implícita nos 12 meses seguintes recuou de 1,45 por cento há apenas dois meses para 1,26 por cento atualmente. É uma estimativa que contrasta com as previsões de analistas, que praticamente não foram alteradas neste ano. Pressões deflacionárias persistentes são problemáticas para investidores e formuladores de políticas públicas.

O BCE injetou trilhões de euros na economia na tentativa de impulsionar o aumento dos preços. O programa de compra de ativos da instituição estará em vigor pelo menos até setembro.

Lamentavelmente, os mercados de títulos atrelados à inflação projetam que, mais uma vez, a variação de preços ficará muito longe da meta, definida em pouco menos de 2 por cento. Um dos indicadores prediletos do BCE - que mede as expectativas de inflação em cinco anos daqui a cinco anos - vem diminuindo desde que atingiu pontos elevados no início de fevereiro. Aparentemente, a zona do euro perdeu fôlego nos últimos tempos. Em março, a expansão do setor privado decepcionou e foi a mais lenta em 14 meses.

Se os traders do mercado de swaps estiverem corretos, investidores de longo prazo enfrentarão dificuldades para gerar taxas reais de retorno suficientes para cumprir suas obrigações na próxima década.

"Se eles estiverem certos e se não atingirmos um quadro de tração significativa, ficará tudo muito difícil para os gestores de fundos de pensão", disse Jeff Donlon, diretor-gerente de estratégias globais da Manning & Napier Advisors, que administra US$ 24 bilhões em Rochester, no Estado de Nova York.

"Como eles vão cumprir suas obrigações atuariais?"

--Com a colaboração de Lucas Bonnike

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