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Facebook contrata lobistas em Washington em meio a escândalo

Naomi Nix, Billy House e Bill Allison

(Bloomberg) -- O Facebook está reforçando seu time de lobistas em Washington em meio a um escândalo pela privacidade que atinge o coração do seu modelo de negócios.

Como cada vez mais pessoas exigem respostas sobre as práticas da empresa com os dados, o Facebook pretende contratar pelo menos 11 pessoas para cargos ligados a políticas em Washington, segundo o site da empresa. Ela começou a contratar novos lobistas no quarto trimestre, após as revelações de que os russos exploraram sua plataforma para ajudar a eleger o presidente dos EUA, Donald Trump.

Na segunda-feira, o presidente do Comitê Judiciário do Senado americano, Chuck Grassley, se tornou o último legislador a pedir que o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, prestasse depoimento perante o Congresso. A Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês) tomou a medida incomum de confirmar que está investigando as políticas de privacidade do Facebook após as revelações sobre o uso de seus dados pela Cambridge Analytica. A Associação Nacional de Procuradores Gerais dos EUA também quer ouvir Zuckerberg.

Os pedidos para Zuckerberg prestar declaração em Washington se reforçaram desde que uma série de relatórios de executivos menores da empresa não convenceu os legisladores. John Thune, presidente do Comitê de Comércio, e Mark Warner, o democrata de maior hierarquia no Comitê de Inteligência do Senado, também pediram que Zuckerberg se apresentasse.

Convite a Zuckerberg

Na semana passada, Zuckerberg sugeriu que estaria disposto a ir e responder a perguntas se ele considerar que é a pessoa certa para se apresentar. Grassley, republicano de Iowa, enviou um convite na segunda-feira a Zuckerberg para responder a perguntas em uma audiência em 10 de abril. Ele também convidou o CEO do Google, Sundar Pichai, e o CEO do Twitter, Jack Dorsey, a se apresentarem perante sua comissão para discutir a privacidade dos dados.

O Facebook ainda não respondeu a Grassley. Mas a empresa está lutando para se defender de uma avalanche de críticas por não ter feito o suficiente para enfrentar a revelação de que a Cambridge Analytica, que trabalhou na campanha de Trump, extraiu dados de cerca de 50 milhões de usuários do Facebook e construiu uma consultoria para campanhas eleitorais que se gabava de poder influenciar eleitores em todo o mundo.

Em queda

O Facebook perdeu cerca de US$ 73 bilhões em valor de mercado nos últimos seis dias de trading. Desde 16 de março, as ações caíram 14 por cento e estão prestes a fechar o pior mês em quatro anos. Na segunda-feira, as ações se recuperaram de perdas anteriores e fecharam o dia com uma alta de 0,4 por cento, a US$ 160,06.

Na semana passada, funcionários do Facebook se mostraram pouco preparados e inseguros durante reuniões com parlamentares ao responder a perguntas sobre a dimensão do problema, segundo membros das equipes legislativas que participaram das reuniões.

Zuckerberg repetiu em uma série de entrevistas na semana passada que a empresa estava investigando o alcance do problema e que ainda não sabia o que encontraria. Ele acrescentou que o Facebook tem a responsabilidade de garantir a segurança dos dados.

--Com a colaboração de Sarah Frier

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