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França entra na corrida de carga aérea com `baleia voadora'

Marie Mawad e Ania Nussbaum

27/03/2018 14h00

(Bloomberg) -- A França entrou na corrida global para desenvolver uma aeronave de carga viável com um dirigível de 152 metros projetado para retirar a madeira das profundezas das florestas.

A Flying Whales (baleias voadoras) entrará em uma corrida que inclui a gigante da defesa Lockheed Martin e um grupo de operadores menores. O que há de diferente no projeto mais recente é o benefício combinado do dirigível ser capaz de erguer 60 toneladas, o maior peso até agora no setor, mas sem precisar de postes de amarração.

A empresa já conseguiu cerca de 200 milhões de euros (US$ 246 milhões) em capital. Ela planeja fazer uma abertura de capital em 2021, quando está previsto o primeiro voo de um protótipo.

"Houve muitos projetos com dirigíveis e muitos fracassos", disse o fundador e CEO da Flying Whales, Sébastien Bougon, em entrevista. "Nós temos uma base sólida. O mercado de madeira justifica nossos investimentos e, além disso, temos perspectivas de baixo risco."

Grande, rígido

A Flying Whale será duas vezes maior do que um Jumbo 747 da Boeing e terá uma estrutura rígida com bolsões individuais de hélio, o que tecnicamente a torna um avião em vez de um dirigível, porque este último depende exclusivamente da pressão interna do gás. A aeronave será impulsionada por pequenos motores a diesel ou elétricos, mas necessitará de muito pouca energia.

Bougon estima 5 bilhões de euros em vendas em 10 anos, com uma frota de 150 máquinas, que serão construídas em fábricas na França e na China.

Além da exploração madeireira, os mercados poderiam incluir o transporte de peças e maquinário de grande porte. Empresas como a Alstom, a gigante do setor ferroviário, e a Technip, a fornecedora de serviços de petróleo, manifestaram interesse, de acordo com Bougon.

Tem havido tentativas de reviver os dirigíveis e a principal foi feita pela Cargolifter, que fracassou em 2002 depois de tentar desenvolver uma aeronave com uma capacidade de carga de 160 toneladas, deixando como resultado um hangar de 538.000 metros cúbicos agora usado como um parque de atrações. Mas a Flying Whales não está sozinha em sua aposta de que, com os novos avanços tecnológicos e a busca por um transporte menos contaminante, chegou a hora do dirigível.

O LMH-1 da Lockheed Martin tem como alvo principal a indústria de petróleo e gás, onde o transporte por superfície pode ser problemático. A gigante da defesa está um passo à frente da Flying Whales porque recebeu uma encomenda de 12 aviões por um valor de US$ 480 milhões em 2016. Por outro lado, seu modelo é um autêntico dirigível sem estrutura, com uma capacidade de frete limitada a 20 toneladas, mas também pode pousar sem o pilar tradicional.

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