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Flávio Rocha defende privatizar estatais e extinguir BNDES

Fabiola Moura e Paula Sambo

29/03/2018 12h17

(Bloomberg) -- O empresário Flávio Rocha, mais novo nome disposto a concorrer à Presidência da República, defende a privatização de todas as estatais, inclusive a Petrobras e os bancos, e avalia que o BNDES já não tem mais motivos para existir.

Em entrevista exclusiva no escritório da Bloomberg em São Paulo, o dono da Riachuelo disse que o primeiro passo necessário para o país é "virar o Estado pelo avesso". Rocha, que se filiou ao PRB e foi lançado como o pré-candidato do partido em 27 de março, apresenta-se como uma alternativa "liberal na economia e conservadora nos costumes".

Nessa linha, critica a política de campeões nacionais seguida pelo BNDES durante do governo petista, pois argumenta ser uma arrogância o banco de fomento determinar quem deve ser líder de mercado. O empresário aponta que faz três anos que a sua empresa não recorre a empréstimos do BNDES.

Embora ainda sem um nome responsável por seu programa econômico, ele avalia que a estratégia do governo de Michel Temer para a economia é a adequada. Depois da trabalhista, outras reformas precisam ser feitas, como a tributária e a própria reformulação para um Estado mais enxuto.

Seu "sonho de consumo", diz, é ter Henrique Meirelles na Fazenda, a quem considera um "técnico brilhante". A diferença entre eles, aponta, é que o atual ministro está focado na economia, tema que não deve mobilizar a campanha eleitoral deste ano. "Não adianta gastar saliva com economia", diz.

O que deve mover o eleitor é o debate sobre o que chama de "valores da família". Evangélico, ele afirma que seu conceito de família é mais amplo e inclui diversidade -- até porque, a Riachuelo "é a empresa que mais empresa transexuais no Brasil".

Entretanto, para ganhar a eleição, avalia, será preciso "sujar os sapatos" em temas mais espinhosos, como a questão da redução da maioridade penal.

Rocha diz que a decisão de se candidatar veio em razão do quadro ainda nebuloso a cerca de seis meses da eleição e pela ausência de alguém com o perfil liberal-conservador que considera necessário para o momento. "Os ventos liberalizantes estão soprando nos quatro cantos", afirma. "Quero ser o guardião da competitividade."

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