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Após salto de 53%, Suzano ainda tem fôlego, dizem analistas

Vinícius Andrade e Paula Sambo

(Bloomberg) -- Com a aquisição da Fibria, a ação da Suzano tem mais espaço para valorização, mesmo após o salto de 53 por cento, que foi o maior do Ibovespa em março.

Os investidores se surpreenderam com o preço bastante atraente do acordo. A Suzano Papel & Celulose concordou em pagar US$ 10,6 bilhões em dinheiro e ações para criar uma empresa que será responsável por quase um terço da capacidade global de produção de celulose de fibra curta. Mesmo depois da forte valorização dos papéis, a maioria dos analistas espera ganhos adicionais, gerando retorno de até 34 por cento.

A ação da Suzano é uma recomendação gritante de compra, escreveu Thiago Lofiego, analista do Bradesco BBI, em relatório de 20 de março. O Bradesco BBI melhorou a recomendação do papel, que antes era neutra, e elevou o preço-alvo da ação para R$ 45. Segundo Lofiego, a revisão reflete hipóteses de preços mais altos para celulose e papel cartão, maior confiança na melhora do mercado doméstico de embalagens (o que implica margens maiores), além de novos projetos de crescimento que serão aprovados pelo conselho de administração este ano.

"A fusão Suzano/Fibria está longe de precificada", afirmou Lofiego.

O analista Vitor Mizumoto, da Eleven Financial Research, discorda. Ele rebaixou a recomendação da ação da Suzano para neutra após o anúncio.

O upside está um pouco mais incerto com o movimento recente do papel, explicou o analista. Acima de R$ 30/ação, começa a ficar um pouco mais arriscado, disse Mizumoto. "Mas ainda existem sinergias que podem ser capturadas e empurrar o preço da ação."

A S&P Global Ratings elevou a classificação de risco da Suzano para grau de investimento após o acordo, citando o "compromisso da companhia com sua política financeira e suas métricas de crédito".

"A combinação proposta, se concluída, resultará em uma companhia com custos muito competitivos e uma posição de liderança global", afirmou a S&P em relatório.

A Suzano bancará a transação principalmente com captações, incluindo aproximadamente US$ 7 bilhões em títulos de dívida.

"Diferentemente de algumas opiniões no mercado, acreditamos que o pacote de financiamento da transação diminui substancialmente o risco da operação", afirmaram os analistas Leonardo Corrêa e Gerard Roure, do BTG Pactual. "Continuamos convencidos de que os números de sinergia do consenso são conservadores e reiteramos nossa convicção de longa data de grande otimismo com o setor."

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