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Chinesa GCL e SoftBank planejam empreendimento solar na Índia

Bloomberg News

02/04/2018 10h38

(Bloomberg) -- Um conglomerado de energia chinês e a SoftBank Group assinaram um acordo de US$ 930 milhões para produção e venda de equipamentos solares na Índia, país que está tentando impulsionar a fabricação local e reduzir a dependência em relação às importações no setor de energia limpa.

A Golden Concord Group investirá em uma participação de 40 por cento da joint venture e a japonesa SoftBank ficará com o restante, segundo comunicado de 31 de março de uma unidade da empresa chinesa para a Bolsa de Valores de Shenzhen. O projeto terá capacidade de 4 gigawatts e estará envolvido na produção e na venda de lingotes solares, wafers de silício, baterias e componentes, segundo o comunicado.

A incursão na Índia, a maior importadora de equipamentos solares da China, ocorre após a proposta do país da Ásia Meridional de ampliar a fabricação doméstica com 110 bilhões de rúpias (US$ 1,7 bilhão) em ajuda para reduzir a dependência das importações. Embora as células e módulos baratos da China tenham beneficiado os consumidores e respaldado as metas ambiciosas do primeiro-ministro Narendra Modi para a energia limpa, o país propôs impor um imposto de salvaguarda de 70 por cento a células e módulos importados da China e da Malásia, citando o "perigo de grave dano" à indústria nacional.

"Assumindo que o governo imporá deveres de salvaguarda como amplamente esperado, esperamos que sejam instaladas 2 a 3 unidades de grande escala nos próximos anos", disse Vinay Rustagi, diretor-gerente da empresa de pesquisa solar Bridge to India, em um e-mail. "Os fabricantes globais são atraídos para o mercado indiano por causa da escala crescente e da promessa de proteção fiscal."

A capacidade máxima anual de produção de células solares da Índia é de cerca de 3 gigawatts e a demanda média é de 20 gigawatts. O Ministério de Energia Renovável do país disse que as exigências de segurança energética para pelo menos 60 a 70 por cento da capacidade de produção devem estar localizadas dentro do país.

--Com a colaboração de Anindya Upadhyay

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