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China responderá a taxas dos EUA na `mesma escala e intensidade'

Bloomberg News

03/04/2018 09h52

(Bloomberg) -- A China responderá a quaisquer tarifas impostas pelos EUA contra supostas violações de direitos de propriedade intelectual na mesma proporção, escala e intensidade, disse o embaixador do país nos EUA, Cui Tiankai.

Os comentários de Cui, em entrevista ao canal estatal de notícias CGTN English, na terça-feira, são os primeiros a indicar que a China retaliará em uma escala que coincida com os planos dos EUA para tarifas adicionais às importações chinesas. Os EUA preparam impostos sobre US$ 50 bilhões em produtos chineses como punição pelo que Washington considera violações generalizadas de direitos de propriedade intelectual. O representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, tem até sexta-feira para propor uma lista de produtos chineses atingidos para compensar o dano que, segundo ele, foi causado à economia dos EUA pelas políticas da China.

As empresas americanas que fazem negócios na China há muito argumentam que a China usa uma série de táticas para forçá-las a transferir propriedade intelectual e que as entidades chinesas se envolvem no roubo generalizado de segredos comerciais dos EUA. Após uma investigação sobre as práticas de propriedade intelectual da China, o representante de Comércio dos EUA disse que os EUA vão "confrontar a China por suas práticas estatais de distorção do mercado" nessas áreas.

"Se o fizerem, certamente tomaremos contramedidas na mesma proporção, na mesma escala e na mesma intensidade", disse Cui na entrevista televisiva. Ele disse que a China fez bom progresso ao reforçar a proteção dos direitos de propriedade intelectual e está pronta para analisar os casos em que tenham ocorrido violações.

Após anunciar que as tarifas de 128 tipos de produtos importados dos EUA entrariam em vigor na segunda-feira, a China solicitou negociações comerciais com os EUA para evitar danos maiores às relações. As tarifas recíprocas, uma resposta às tarifas dos EUA sobre os metais anunciadas em março por motivos de segurança nacional, são impostas a bens avaliados em cerca de US$ 3 bilhões, uma pequena fração das importações dos EUA.

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