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Waymo não vê culpa de direção autônoma em acidente da Tesla

Keith Naughton e Mark Bergen

03/04/2018 12h08

(Bloomberg) -- Diante da controvérsia gerada pela morte de um motorista do Model X no mês passado, o chefe da unidade de veículos autônomos da Alphabet está procurando estabelecer uma diferença entre a tecnologia de sua empresa e o Autopilot da Tesla.

Wei Huang, 38 anos, morreu em 23 de março quando seu SUV, que usava o sistema de assistência ao motorista Autopilot, bateu em uma barreira de uma estrada em Mountain View, na Califórnia, e pegou fogo. Os registros de computador recuperados do veículo mostraram que ele não estava com as mãos do volante nos seis segundos anteriores à colisão, de acordo com um post no blog da Tesla.

O Autopilot não é comparável com a tecnologia de direção autônoma completa que a Waymo vem desenvolvendo há uma década, disse John Krafcik, CEO da unidade de veículos sem motorista do Google, em uma entrevista. O sistema da Tesla exige que o motorista permaneça alerta e coloque a mão regularmente no volante, enquanto a Waymo vem desenvolvendo uma tecnologia que não requer participação humana. A tecnologia da Waymo já está presente em minivans da Chrysler e em testes-piloto nas ruas, e um serviço pago de táxis sem motorista será lançado no fim deste ano.

"A Tesla tem uma tecnologia de assistência ao motorista e isso é muito diferente de nossa abordagem", disse Krafcik na semana passada, antes de a Tesla revelar que o Autopilot estava ativado no momento da colisão do Model X. "Em caso de acidente com um Tesla, o ser humano no banco do motorista é, em última instância, o responsável por prestar atenção. Não sabemos o que aconteceu neste caso, mas não foi por direção autônoma."

Um porta-voz da Tesla não comentou imediatamente. O Conselho Nacional de Segurança dos Transportes dos EUA está analisando todos os aspectos da colisão do Model X, incluindo relatos de que o motorista já havia expressado preocupação sobre o Autopilot.

Acordo com Jaguar

A Waymo anunciou na semana passada um acordo para instalar seu sistema de direção autônoma em 20.000 SUVs elétricas I-Pace, da Jaguar, que serão utilizados como táxis em 2020. Krafcik está buscando ativamente outras parcerias com fabricantes de automóveis, inclusive com duas onde ele trabalhou como engenheiro e executivo: a Ford Motor e a Hyundai Motor. Ele disse que está perto de fechar um acordo com a Honda Motor para competir no mercado de entrega e logística, avaliado em US$ 164 bilhões.

A tecnologia de direção autônoma, apresentada como uma maneira de salvar vidas, está sendo objeto de um exame mais aprofundado após o acidente de Tesla e da morte de uma mulher que foi atropelada por um SUV com direção autônoma da Uber Technologies em Tempe, Arizona, nos EUA, no mês passado. O governador do estado proibiu a Uber de operar carros autônomos por um tempo indefinido. Empresas como a Toyota Motor também suspenderam os testes de veículos sem motorista em vias públicas.

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