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Cinco assuntos quentes para o Brasil hoje

Patricia Lara

04/04/2018 08h54

(Bloomberg) -- Decisão do STF de negar habeas corpus a Lula por 6 votos a 5 e liberar possibilidade de ex-presidente, condenado em 2ª instância, ser preso provoca repercussões brandas nos ativos brasileiros até o momento. Efetivação da prisão ainda depende de outros trâmites jurídicos. Posicionamento do Supremo não altera a incerteza sobre como será a posição do TSE, quem serão os herdeiros dos votos, caso Lula fique fora do jogo, e se candidatos mais amigáveis ao mercado vão angariar espaço na corrida presidencial. Exterior tem alívio, ainda que dólar suba ante pares similares ao real. Veja destaques para hoje:

STF libera prisão de Lula

A decisão do Supremo Tribunal Federal de rejeitar o pedido de habeas corpus do ex-presidente Lula por 6 votos a 5 abre caminho para a prisão de Lula, reduz ainda mais a chance de o petista voltar à política, mas ainda não deixa o percurso para a eleição claro. Ativos como ETFs ligados ao Brasil têm reação branda, com liquidez fraca, mesmo com percepção de que decisão do STF será bem recebida pelo mercado. Segundo a Capital Economics, rali de ativos será limitado. Decisão pendente do TSE sobre se é factível uma candidatura de Lula não será tomada até agosto, é incerto o destino dos votos do ex-presidente, caso ele não concorra, e mesmo com ele fora da disputa, candidatos vistos como amigáveis ao mercado seguem com um dígito nas pesquisas, segundo a Capital Economics

Próximos passos de Lula já condenado

Em qualquer cenário, prisão imediata de Lula não é provável. Defesa pode entrar com embargos dos embargos -- um recurso técnico, que o TRF4 dificilmente concede. Decisão deve depender do juiz Sérgio Moro. Embora Moro pudesse ordenar prisão imediatamente, o procedimento padrão para juízes e tribunais sugere um atraso de uma ou duas semanas. Para o PT, "hoje é um dia trágico para a democracia e para o Brasil", disse o partido em nota após o posicionamento da Corte máxima da Justiça brasileira. Lula admite a aliados que está fora das eleições, diz o Estado.

Exterior positivo para bolsa

Ações se recuperam globalmente à medida que a ansiedade sobre uma guerra comercial diminui. O dólar se fortalece, enquanto ativos vistos como mais seguros, incluindo iene, recuam. Dow Jones futuro tem alta marginal. Euro tem desempenho lateral após história de moderação do crescimento ser confirmada por revisões em baixa nos serviços da área do euro e PMIs de Março compostos. Petróleo cai.

CNI-Ibope é destaque na agenda

Pesquisa CNI-Ibope de avaliação do governo Michel Temer no primeiro trimestre, às 10:00, e leilão do Tesouro são os destaques da agenda doméstica neste dia pós-STF. Nos EUA, a véspera do payroll também traz agenda leve, com pedidos de seguro desemprego na semana até 31/março. Estimativa é de 225.000 pedidos, ante 215.000 no levantamento anterior.

Ilan fala e tem reuniões

Ilan concede 2 entrevistas. Uma à Rádio Band News FM e outra à Broadcast, no Banco Central, em São Paulo. Ainda na cidade, presidente do BC almoça com Eduardo Loyo, diretor do Banco BTG Pactual. Presidente do BC reiterou nas últimas comunicações o sinal emitido desde o último Copom: de que vê como apropriada uma flexibilização monetária moderada adicional no próximo encontro. Também disse que gostaria que spread bancário caísse mais rápido. Na véspera, o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, disse que redução será significativa. Mas que não se reduz juro e spread com canetada, segundo frase citada no Valor


--Com a colaboração de Josue Leonel

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