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Google comprou mais energia limpa do que necessita

Brian Eckhouse

04/04/2018 12h00

(Bloomberg) -- O Google tem mais energia limpa do que precisa.

A unidade da Alphabet usou cerca de 7 terawatt-hora de eletricidade para executar todas as suas operações globais no ano passado, e comprou ainda mais do que isso, segundo Neha Palmer, sua chefe de estratégia de energia.

Os clientes corporativos são os principais compradores de energia eólica e solar. Embora parte da motivação seja atingir metas de sustentabilidade, eles também estão descobrindo que a energia limpa costuma ser a eletricidade mais barata disponível. As grandes empresas de tecnologia vêm encabeçando essa tendência, e o Google tem sido a principal delas. A companhia planeja cinco novos centros de dados nos EUA para este ano, por isso Palmer projeta que a empresa assinará mais contratos de compra de energia.

"Nosso consumo elétrico é a maior parte de nossa pegada de carbono", disse Palmer, em entrevista por telefone. "Nosso programa de energia renovável é a melhor maneira de mitigar nosso impacto de carbono." Ela preferiu não revelar a quantidade de energia limpa que foi comprada pelo Google no ano passado.

As empresas assinaram contratos de longo prazo para um recorde de 5,4 gigawatts de capacidade limpa em todo o mundo no ano passado, de acordo com a Bloomberg New Energy Finance, contra 4,3 gigawatts em 2016. Isso é suficiente para substituir pelo menos 10 usinas de energia a carvão.

O Google assinou seu primeiro acordo de compra de energia limpa em 2010 e, desde então, organizou cerca de outros 25, estimulando mais de US$ 3 bilhões em novas usinas de energia limpa. O Google decidiu comprar a produção de cerca de 3 gigawatts de usinas de energia limpa globalmente, segundo a Bloomberg New Energy Finance - mais que o dobro do comprado pela Amazon.com, segundo maior consumidor de energia ecológica.

"É um investimento significativo, que leva a muitos projetos novos de energias renováveis", disse Kyle Harrison, analista da Bloomberg New Energy Finance em Nova York, em entrevista. "É uma aposta de longo prazo na energia limpa, uma proteção contra os preços no atacado."

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