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Novo CEO do HSBC analisa fechar operação em mais países: Fontes

Stephen Morris

(Bloomberg) -- O CEO do HSBC Holdings, John Flint, e o presidente do conselho, Mark Tucker, cogitam reduzir ainda mais a presença global do banco como parte de um plano que deve ser revelado nos próximos meses, segundo pessoas a par das discussões.

Flint, que assumiu o comando em fevereiro, está analisando um quarto dos 67 países onde o banco tem operações e considera abandonar ou vender operações menores para pessoa física, como Bermudas, Malta e Uruguai, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque a estratégia não está concluída.

O CEO também analisa expandir a unidade de gestão de ativos, potencialmente unindo-a com uma rival, disseram as pessoas. As discussões sobre a estratégia do HSBC estão em um estágio inicial e nenhuma decisão final foi tomada, disseram.

Uma porta-voz do HSBC preferiu não comentar e disse apenas que o banco vai informar os investidores antes da divulgação dos resultados do primeiro semestre ou nessa apresentação.

Os países sob análise podem ser lucrativos, mas a dupla quer aumentar o foco no corredor comercial que vai da Ásia até a América do Norte e a América Central, passando pelo Oriente Médio e pela Europa, disseram as pessoas. Os investidores estão questionando cada vez mais os retornos abaixo da média, por isso o HSBC precisa eliminar mais operações periféricas em que há pouca justificativa para administrar um banco de serviços completos caro, especialmente no lado do varejo, de acordo com as pessoas.

América do Sul

Os executivos devem realizar uma reunião de estratégia interna em junho e apresentar posteriormente o novo plano de três anos junto com os resultados do primeiro semestre, disseram as pessoas. Tucker disse a colegas que eles não devem esperar um anúncio radical "big bang" que perturbará funcionários e investidores, de acordo com pessoas familiarizadas com as ideias dele. O principal objetivo da dupla é acelerar o chamado "giro" do HSBC para a Ásia, para onde o banco se comprometeu a transferir mais de US$ 100 bilhões em capital.

Embora o HSBC tenha retomado o crescimento da receita no ano passado, após uma queda que durou cinco anos, o retorno sobre o patrimônio do banco ficou em 5,9 por cento, muito abaixo da meta de 10 por cento. Seus concorrentes mais próximos em termos de tamanho do balanço, o JPMorgan Chase e o BNP Paribas, obtiveram 10 por cento e 8,9 por cento, respectivamente.

O HSBC vem reduzindo sua presença na América do Sul há anos. O banco decidiu vender suas operações no Uruguai, na Colômbia, no Paraguai e no Peru para o Banco GNB Sudameris em 2012, mas o acordo para o banco uruguaio fracassou dois anos depois, de acordo com reportagens da imprensa na época. Flint deve tentar novamente, disseram as pessoas familiarizadas com as deliberações estratégicas.

O banco vendeu suas unidades de private banking e de fundos nas Bermudas em 2015, mas conservou as operações de investimento, de varejo e de banco comercial. A venda dessas operações também está sendo considerada agora, disseram as pessoas.

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