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Petroleira italiana avalia vender participação no México: Fontes

Amy Stillman e Chiara Albanese

(Bloomberg) -- A Eni está negociando a venda de uma participação na gigantesca reserva de petróleo que descobriu no México para a Qatar Petroleum International, segundo pessoas a par dos planos.

A grande petroleira italiana, que hoje possui 100 por cento da descoberta offshore na Baía de Campeche e projeta iniciar a produção no começo de 2019, venderia entre 20 por cento e 35 por cento à Qatar Petroleum, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque as negociações não são públicas. A Eni também está negociando com outros possíveis pretendentes, disseram as pessoas.

A Eni preferiu não comentar, a Qatar Petroleum não respondeu a telefonemas e e-mails com pedidos de comentários fora do horário comercial.

Uma transação seria "uma noticia positiva para a empresa, porque reduz o dispêndio de capital antes do começo da extração de petróleo em 2019", disse Alessandro Pozzi, analista da Mediobanca em Londres. "É mais uma evidência de que o modelo de exploração dupla constitui um pilar fundamental da estratégia da empresa no setor de exploração e produção de petróleo, que continua sendo subapreciado pelo mercado."

A Eni está tentando vender participações minoritárias em campos que opera para financiar projetos futuros e sustentar os dividendos, e gerou US$ 9 bilhões nos últimos quatro anos com essa estratégia, que chama de modelo de exploração dupla. A empresa com sede em Roma, que apresentou um recorde de produção e uma série de descobertas, entre elas o gigantesco campo de gás de Zohr no Egito, conquistou a área no segundo leilão de petróleo da história do México, em 2015.

A transação seria o primeiro caso no México de terceirização, uma joint venture em que a ajuda para desenvolver uma área de petróleo é trocada por uma participação, envolvendo empresas além da Petróleos Mexicanos desde que o país abriu o setor à concorrência em 2013, o que acabou com três quartos de século de monopólio estatal sobre a exploração e a produção.

Se as negociações forem bem-sucedidas, a Qatar Petroleum ficaria com um interesse em uma área que abrange os campos de petróleo em águas rasas de Amoca, Miztón e Tecoalli, no sul do Golfo do México, que, segundo estimativas da Eni, poderia conter o equivalente a 2 bilhões de barris de petróleo.

A Eni faz parte de um grupo de perfuradoras europeias que entrou no recém-aberto território de petróleo do México. Em um leilão no mês passado, blocos foram concedidos à britânica BP, à francesa Total, à espanhola Repsol, à Lukoil e à alemã DEA Deutsche Erdöl, entre outras. As próximas licitações, entre elas uma para áreas onshore e outra para xisto, serão organizadas em julho e setembro, respectivamente - antes do fim do mandato do presidente Enrique Peña Nieto.

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