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Cinco assuntos quentes para o Brasil na semana

Josue Leonel

(Bloomberg) -- Prisão não tira ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva do foco do noticiário. Mercado ainda deve monitorar nova ação que trata das prisões após segunda instância. Movimentos de pré-candidatos de outros partidos também seguem no radar após Meirelles e Alckmin deixarem seus cargos. No exterior, expectativas se voltam para guerra comercial, com China podendo responder aos EUA com depreciação do yuan. Agenda variada da semana inclui ata do Fed e CPI nos EUA, balança na China e falas de Draghi e Kuroda. No Brasil, IPCA pode ampliar desaceleração e afetar apostas no DI. Veja os principais temas:

Caso de Lula deve voltar ao STF

O ministro do STF Marco Aurélio disse que pode levar a julgamento na próxima quarta-feira liminar que pretende rever a decisão do STF de 2016, que autoriza a prisão após o fim dos recursos na segunda instância, segundo a Agência Brasil. No requerimento de liminar, o Partido Ecológico Nacional (PEN) pede que a Corte garanta, monocraticamente, a liberdade de condenados que ainda possam recorrer às cortes superiores, disse a Agência. Seria derrubado, dessa forma, o resultado do julgamento que negou o habeas corpus ao ex-presidente Lula.

Tensão eleitoral prossegue

A prisão de Lula em Curitiba, efetivada no sábado, ainda não deve eliminar as incertezas eleitorais. Segundo a Folha, o PT deve se reunir nesta segunda em Curitiba para reafirmar a candidatura do seu líder. Investidores devem passar a monitorar pesquisas em busca de eventuais mudanças no cenário para eleições. Potenciais candidatos de centro, Meirelles e Alckmin deixaram seus postos, respectivamente de ministro da Fazenda e governador de São Paulo, enquanto Joaquim Barbosa se filiou ao PSB.

Guerra comercial EUA x China

No que pode ser um novo capítulo da guerra comercial, a China considera desvalorizar o yuan, dizem fontes ouvidas pela Bloomberg. Membros do governo estariam estudando impactos da medida como forma de evitar que exportações do país sofram com as tarifas impostas pelos EUA, mas ainda não haveria decisão sobre sua implementação. Na semana passada, a China prometeu combater as tarifas de Trump "até o fim" depois que o presidente dos EUA ordenou a seu governo que considerasse as tarifas sobre um adicional de US$ 100 bi em bens chineses.

Ata do Fed, CPI e dados na China

Após payroll abaixo do previsto na sexta, agenda americana segue com eventos relevantes nesta semana. Fed divulgará ata e, entre indicadores, saem CPI, PPI e Sentimento de Michigan. Por ora, sinais de que a inflação americana ainda não está pressionada excessivamente pelo crescimento econômico têm evitado apostas em altas mais drásticas dos juros do Fed. Na China, saem CPI, PPI e balança comercial. Na Europa, Draghi fala no dia 11. No mesmo dia, Kuroda, do BC do Japão, também fala.

IPCA amplia desaceleração

IPCA de março sai dia 10 e deve desacelerar para 0,12% m/m e 2,71% a/a, distanciando-se ainda mais do piso da meta. Eventual dado abaixo do previsto pode ampliar apostas em corte da Selic. Contudo, presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse em entrevista ao Estado dia 5 que é necessário balancear o espaço existente para estimular a economia, enquanto inflação está baixa, com o desejo de manter o que foi conquistado até agora, como a queda da inflação e dos juros. Semana ainda terá IGP-DI de março e dados de fevereiro de varejo e serviços.


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