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Fintechs se unem para encurralar mercado bancário africano

Eyk Henning

(Bloomberg) -- As empresas de tecnologia financeira MyBucks e Naga Group fecharam a formação de uma parceria estratégica que uniria a tecnologia de criptomoeda da Naga aos aplicativos bancários da empresa de Luxemburgo no mercado africano, segundo pessoas a par do assunto.

O MyBucks oferecerá a carteira de criptomoeda da Naga -- uma tecnologia de pagamento móvel -- aos seus 1,5 milhão de clientes na África, na Austrália e em outros mercados, informaram as empresas em comunicado na terça-feira, confirmando reportagem da Bloomberg de segunda-feira à noite. A carteira de Naga possibilita que os usuários enviem e recebam pagamentos em criptomoedas por e-mail e os convertam em dinheiro. A tecnologia também pode ser usada para negociação de ações e investimentos financeiros.

O acordo ajudaria o MyBucks, um banco de varejo que abriu capital em Frankfurt em 2016, a entrar no lucrativo negócio de remessas entre a Europa e a África, competindo com operadores consolidados como Western Union e TransferWise e avançando rumo à meta de se tornar um banco digital "totalmente inclusivo", anunciou.

A parceria "é um ótimo exemplo de duas empresas que unem forças para atrair novos clientes em novos mercados e para permitir que seus clientes atuais façam mais negócios conosco", disse o presidente do MyBucks, Dave van Niekerk, em comunicado. "Isso aumentará a participação de mercado de ambas as empresas e nos permitirá entregar produtos e serviços a novos mercados. O MyBucks está comprometido com a inclusão financeira e as criptomoedas precisam fazer parte dessa solução daqui para a frente."

No caso da Naga, que é apoiada pela chinesa Fosun International, a transação abre um novo mercado para sua carteira de pagamentos móveis e criptomoedas, o que inclui sua própria moeda, chamada Naga Coin. Em outubro do ano passado, o Banco Mundial estimou que as remessas para a África subsaariana, onde o MyBucks opera, crescerão 10 por cento neste ano, para US$ 38 bilhões.

Criptomoedas como o bitcoin são cada vez mais aceitas na maior parte da África, onde há mais pessoas com telefone celular do que com conta bancária e as frequentes turbulências políticas e a inflação têm diminuído a confiança nas moedas locais.

Apesar de as criptomoedas serem em grande parte desreguladas, os bancos centrais da África do Sul, do Zimbábue, do Quênia e da Nigéria afirmaram que estão pesquisando estruturas políticas.

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