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Modelo do Barclays compara bitcoin a doença e vê pico de preço

Eric Lam

(Bloomberg) -- A ascensão do bitcoin é análoga à propagação de uma doença infecciosa?

Analistas do Barclays viram semelhanças suficientes para desenvolver um modelo de precificação para a criptomoeda inspirado no mundo da epidemiologia. O diagnóstico deles é que o bitcoin provavelmente atingiu o pico.

O modelo do Barclays divide a base de possíveis investidores em bitcoins em três grupos: suscetíveis, infectados e imunes. Ele pressupõe que, com a escalada dos preços, as "infecções" se espalham por boca a boca (ninguém gosta de ficar de fora enquanto amigos e colegas enriquecem). Os analistas do Barclays, liderados por Joseph Abate, em Nova York, explicaram o restante em uma nota enviada aos clientes nesta terça-feira:

"À medida que uma parte maior da população passa a ter ativos, a parcela da população disponível para se transformar em novos compradores -- a população que é 'hospedeira' em potencial -- cai, enquanto a parcela da população que é vendedora em potencial ('em recuperação') aumenta. Isso acaba levando a uma estabilização dos preços e, progressivamente, quando choques aleatórios à população maior elevam a proporção de vendedores em relação à de compradores, os preços começam a cair. Isso induz pressões especulativas de venda, já que se projeta declínios exponenciais nos preços para o futuro."

Uma dinâmica semelhante se manifesta com as doenças infecciosas quando é atingido o chamado limiar de imunidade, "ponto em que uma parcela suficiente da população se torna tão imune que não há mais infecções secundárias", escreveram os analistas.

As principais variáveis que determinam quando os ganhos de preço do bitcoin se transformam em declínios de preço são a parcela da população ciente da criptomoeda e a parcela disposta a investir (suscetível à infecção), segundo o Barclays. Evidências de pesquisas realizadas em economias desenvolvidas sugerem que a conscientização é quase universal e que a população suscetível é pequena, escreveram os analistas.

Apesar de a criptomoeda ter se recuperado de colapsos de preços em 2011 e 2013, o alto nível de conscientização desta vez sinaliza que o bitcoin talvez nunca retorne ao pico de quase US$ 20.000 registrado em dezembro, segundo o modelo do Barclays. A moeda virtual era negociada a cerca de US$ 6.700 nesta terça-feira.

"Acreditamos que a fase da efervescência especulativa do investimento em criptomoedas -- e talvez os picos de preços -- pode ter passado", escreveram os analistas.

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