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Alumínio russo deve chegar a mercado mundial mesmo com sanções

Bloomberg News

11/04/2018 11h33

(Bloomberg) -- Onde exatamente está todo o metal russo?

Os preços do alumínio tiveram o maior ganho em um período de três dias desde 2009 e boa parte disso se deve às expectativas de que a United Company Rusal, alvo de sanções, terá dificuldades para exportar em um momento em que bancos, tradings e clientes dos EUA, e internacionalmente, estão deixando de negociar com a empresa depois que foi adicionada à lista negra pelo Tesouro dos EUA. Algumas tradings já interromperam as compras de metais da Rusal e a Bolsa de Metais de Londres e a Comex, da CME Group, não aceitarão novas entregas.

Essas são as consequências agora. A longo prazo, as sanções provavelmente resultarão em uma reformulação dos fluxos de comércio globais e não em um colapso das exportações russas, segundo Paul Gait, analista da Sanford C. Bernstein em Londres.

"Não é uma questão existencial para a Rusal -- o alumínio chegará ao resto do mundo de alguma forma", disse Gait por telefone. "Devo acreditar que as 3,7 milhões de toneladas de capacidade de alumínio da Rússia ficarão ociosas? O Kremlin permitirá que 100.000 trabalhadores do setor de alumínio recolham suas coisas e permaneçam em casa?"

O que pode acontecer é que tradings da China ou de países não aliados aos EUA poderiam pegar o lingote -- o formato negociado em bolsas --, voltar a fundi-lo, processá-lo e devolvê-lo ao mercado mundial, disse Gait. O lingote é o primeiro passo da produção e as iterações posteriores podem ser difíceis de rastrear como produto de uma fundição russa.

As sanções "interromperão e mudarão os fluxos de comércio a curto prazo e realocarão o crédito e o financiamento, mas será que isso afetará significativamente a economia do mundo real ou interromperá a oferta russa? Não", disse Gait.

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